Artista moçambicano Josué Cartur apresenta exposição “A Dor da Moeda Contada em Metical” em Maputo

O artista plástico moçambicano Josué Cartur inaugura, no dia 11 de Novembro de 2026, às 18h, a exposição individual “A Dor da Moeda Contada em Metical”, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo. A mostra propõe uma reflexão artística sobre o custo de vida, o impacto socioeconómico na população e a capacidade de resistência das famílias moçambicanas.

Através de uma linguagem visual hiper-realista e conceptual, o artista explora a fusão entre formas anatómicas humanas e a iconografia do metical, transformando a moeda nacional num elemento de expressão das dificuldades económicas e da resiliência da economia doméstica. A exposição reúne trabalhos de desenho e pintura, desenvolvidos com recurso a materiais como grafite e esferográfica, numa abordagem que privilegia o detalhe e a precisão.

Segundo Cartur, a sua identidade artística assenta na representação da resiliência moçambicana, procurando transformar as experiências de sobrevivência do povo em património visual. O artista considera que a fusão entre a iconografia monetária e a dignidade humana permite criar uma linguagem de conexão com diferentes públicos.

Com curadoria de Yolanda Couto, a exposição estará patente até 11 de Dezembro de 2026. Natural do distrito de Nicoadala, na província da Zambézia, Cartur é licenciado em Educação Visual pela Universidade Licungo, em Quelimane, e desenvolve trabalhos nas áreas de desenho, pintura, ilustração, artesanato e projectos artísticos.

Ao longo do seu percurso, realizou exposições individuais como Coisas da Terra (2020) e Gotas de Memória Fresca (2024), participou na exposição Colecção Crescente, promovida pela Associação Kulungwana, e integrou, em 2025, uma residência artística no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), financiada pela Embaixada de França em Moçambique.

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