Pedro Pereira Lopes é o único moçambicano finalista do Prémio Oceanos 2026

O escritor moçambicano Pedro Pereira Lopes é o único representante de Moçambique entre os finalistas do Prémio Oceanos 2026, na categoria de poesia, com a obra “Tratado das Coisas Sensíveis”. A lista dos seleccionados foi anunciada na noite de quarta-feira, após a avaliação de 54 semi-finalistas.

A edição deste ano recebeu três mil obras de autores de 13 nacionalidades, das quais foram seleccionadas 54 para a fase semifinal. A lista final integra 12 obras, sendo seis de poesia e seis de prosa, com representação de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.

Moçambique esteve representado na fase semifinal por oito obras, cinco na categoria de poesia e três na de prosa. Contudo, apenas “Tratado das Coisas Sensíveis”, de Pedro Pereira Lopes, conseguiu avançar para a etapa decisiva.

O reconhecimento surge depois de o livro ter conquistado, em 2024, a décima edição do Prémio Imprensa Nacional Vasco Graça Moura. A obra foi publicada em Portugal, em 2025, pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

Na categoria de poesia, o escritor moçambicano vai disputar o galardão com os brasileiros Adriana Lisboa, Nina Rizzi, Adélia Prado e Edimilson de Almeida Pereira, além do português Helder Macedo. Na categoria de prosa, concorrem autores de Portugal, Brasil e Angola, entre os quais José Eduardo Agualusa, com a obra “Tudo Sobre Deus”.

Os vencedores das duas categorias serão anunciados a 11 de Dezembro, numa cerimónia a realizar-se no Itaú Cultural, em São Paulo, Brasil. Cada vencedor receberá um prémio de 150 mil reais, equivalente a cerca de um milhão e meio de meticais.

Criado em 2007, o Prémio Oceanos é uma das principais distinções literárias dedicadas à valorização da produção escrita em língua portuguesa.

Nascido em 1987, na província da Zambézia, Pedro Pereira Lopes estudou Políticas Públicas em Pequim e é pesquisador e professor na Universidade Joaquim Chissano, em Maputo. A sua produção literária abrange poesia, romance, contos, relatos de viagens, ensaios e literatura infantojuvenil.

Ao longo da carreira, recebeu várias distinções, entre as quais o Prémio Eugénio Lisboa, em 2017, e o Prémio Nacional de Literatura Infantojuvenil, em 2024. Em 2022, o seu livro de microcontos “O Homem Líquido” também integrou a lista de finalistas do Prémio Oceanos. É ainda fundador e coordenador editorial da Gala-Gala Edições, criada em 2020.

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