Fotografia deve preservar memória e identidade de Moçambique, defende GABINFO
O Gabinete de Informação (GABINFO) defende o reforço da fotografia como instrumento de preservação da memória, identidade, criatividade e cidadania, destacando o papel do Centro de Documentação e Formação Fotográfica (CDFF) na conservação da história de Moçambique.
A posição foi manifestada esta quarta-feira, 19 de Agosto, em Maputo, pelo Director do GABINFO, Luís Canhemba, durante as celebrações do Dia Mundial da Fotografia, que culminaram com a inauguração da exposição “Linhas do Tempo, Moçambique, 1885-2026” e o lançamento do concurso “Fotografar-te, Meu Bairro, Minha Cidade”.
Segundo Canhemba, as duas iniciativas contribuem para documentar diferentes realidades sociais e preservar a memória colectiva do país, através do registo fotográfico.
“Estas duas iniciativas têm o mesmo propósito: valorizar a fotografia como um instrumento de memória, de identidade, de criatividade, mas também de cidadania”, afirmou.
O dirigente considerou ainda que a fotografia representa uma outra forma de contar Moçambique, através dos seus rostos, ruas, paisagens, trabalhadores, crianças e diferentes momentos da vida colectiva.
Em relação ao concurso “Fotografar-te, Meu Bairro, Minha Cidade”, Canhemba defendeu a valorização dos bairros enquanto espaços de história e identidade, incentivando os cidadãos a registar, através da fotografia, as transformações que ocorrem nas suas comunidades.
“Tirar uma fotografia pode levar, efectivamente, um segundo, mas fazer uma fotografia leva muito tempo”, sublinhou.
No encerramento da cerimónia, o Director do GABINFO declarou oficialmente inaugurada a exposição e lançado o concurso, defendendo a necessidade de iniciativas que contribuam para documentar e preservar diferentes dimensões da realidade moçambicana.
“Moçambique precisa deste tipo de iniciativa” para ser visto hoje, contado amanhã e lembrado para sempre, afirmou.




