Matilde Muocha considera plataforma de cinema PALOP+TL um marco para o sector audiovisual

A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, considera que a nova plataforma online da Rede de Cinema e Audiovisual PALOP+TL representa um marco para Moçambique e para os países integrantes da rede, podendo contribuir para o fortalecimento do cinema e do audiovisual na região.

A governante fez estas declarações durante a apresentação da plataforma, realizada no último sábado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, destacando que a ferramenta representa mais um passo para a afirmação do sector audiovisual e cinematográfico nacional.

Um dos principais objectivos da plataforma é mapear profissionais e empresas do sector, permitindo a recolha de dados que poderão apoiar a definição de políticas públicas mais ajustadas à realidade da indústria cinematográfica.

Vamos poder desenhar políticas que estão baseadas na realidade”, afirmou Matilde Muocha.

A Secretária de Estado destacou ainda o empenho do Governo na dinamização das indústrias culturais e criativas, anunciando a reestruturação do Fundo de Apoio à Actividade Cultural (FUNDAC) e medidas destinadas a reforçar o financiamento do sector cultural.

A plataforma prevê também a criação de uma Agência de Curtas-Metragens, destinada a promover a circulação internacional de produções dos países da Rede, bem como um estudo sobre a implementação de Film Commissions. Em Moçambique, Inhambane deverá servir como estudo de caso.

A realizadora cabo-verdiana Samira Vera-Cruz, membro fundadora da Rede de Cinema e Audiovisual PALOP-TL, destacou que a plataforma poderá ajudar a resolver um dos grandes desafios da região: a falta de circulação de muitos filmes produzidos nos países membros.

Já o director do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, José Manuel Amaral Lopes, classificou a ferramenta como essencial para facilitar coproduções e ampliar a circulação internacional das obras.

Em Moçambique, a plataforma já reúne mais de 400 profissionais e empresas registados, número que poderá aproximar-se dos 700 registos nos próximos meses.

O projecto resulta do mapeamento do sector audiovisual nos PALOP e Timor-Leste e conta com financiamento do Camões, I.P., através do PROCERIS, além do apoio do Cultiv’Arte, financiado pela União Europeia e implementado pela Expertise France, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura.

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