MUSEUS NÃO SÃO APENAS ESPAÇOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL
Numa época em que a velocidade do mundo moderno ameaça apagar memórias, tradições e identidades culturais, a província de Inhambane decidiu fazer exatamente o contrário ao abrir portas para Iª Edição do noite no Museu.
É neste contexto que em Representação do Director Provincial da Cultura e Turismo em Inhambane, Luís Luís, disse na sexta-feira (15.05.2026) com claridade que os museus não guardam apenas objectos antigos, pós no seu entender, conservam histórias, sentimentos, lutas e a essência de um povo sonhador, daqui que considera este local como espaço que conecta o passado ao presente e ajuda na preparação do futuro.
Luís sustentou o repto afirmando que o “noite no museu” abrir portas da história, proporcionando voz aos anciões e transformando este local, num espaço vivo de encontro entre diferentes gerações, daí que a academia é chamada a olhar nos museus como pilares que transformam acervos históricos em espaços dinâmicos de construção e partilha de conhecimento.
Aliás, as novas gerações tem o desafio de fazer dos museus ponte viável para pesquisas científicas que garantam a valorização cabal do patrimônio, bem como a sua interpretação rigorosa para o bem das gerações vindouras.
Ao acolher este evento, o Museu Regional de Inhambane deixou de ser apenas um edifício de preservação histórica, pós por algumas horas, transformou-se num palco de memória, arte, conhecimento e emoção, juntando académicos, artistas, estudantes, investigadores, escritores, músicos, humoristas e membros da sociedade civil num mesmo espaço para celebrar aquilo que muitas vezes é esquecido: a importância da cultura na construção de um povo consciente das suas raízes.
Importa referir que num dos momentos mais marcantes da cerimónia, os anciões foram reconhecidos como verdadeiras “bibliotecas vivas” ao partilhar e ou transmitir histórias vividas com simbolismo de ensinamento.
A realização deste evento, acontece numa altura particularmente sensível para o mundo e para Moçambique, marcado por divisões sociais, perda de valores culturais e distanciamento entre gerações, da que surge como um grito de esperança e unidade nacional.
O Noite no Museu, marca o início e antecede as celebrações do 18 de Maio, Dia Internacional dos Museus que este ano decorrem sob o lema “Museus unindo um mundo dividido”.





