Djass-Pro questiona “Broz, O que se passa afinal?”

O Jovem músico e produtor baseado em Inhambane, questiona a falta de aderência do público nos espetáculos musicais com artistas locais.

Através de uma publicação na sua página oficial do Facebook, DJASS, questiona sobre o que pode estar a influenciar na fraca aderência e apoio do público em espetáculos organizados ou envolvendo artistas locais.

Na publicação, DJASS escreveu “DESABAFEM. Porque é que “NÓS” não aderimos aos Shows de Musicos da Nossa terra/Inhambane, sendo que escutam e acompanham o nosso trabalho? Será crise de valores? Desprezo? Alguma coisa os músicos devem melhorar? As politicas? O Valor do bilhete? Os promotores? Qual é a qualidade? O QUE SE PASSA AFINAL?

Ao colocar questões do género, DJASS vêm juntar-se ao grupo de vários revoltados em silêncio, mas que o resultado maioritariamente vêm à tona, pelo fracasso de inúmeros espetaculares acontecimentos nesta Província.

Aliás, o estímulo, reconhecimento e valorização dos artistas locais, não passa apenas pela aderência do público aos espetáculos, visto que mesmo com um investimento de ponta, são poucos os artistas que sobrevivem com base na música ou no seu trabalho devido ao magro pagamento pelos promotores e outras entidades responsáveis pela organização.

Respostas e ou reações de internautas não faltaram, sendo que para alguns (os artistas não inovam para atrair o público, o play-back deve parar nos espetáculos, os artistas não têm mensagens educativas nos seus trabalhos, enquanto que outros culpam aos pela desvalorização do Cacém dos artistas locais em benefício de convidados de fora da província).

Outrossim, o lambebotismo, falta de união e postura no seio da classe, também pesou na balança do fracasso do público local aos eventos e ou espetáculos musicais envolvendo artistas da terra.

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