Rap moçambicano em destaque na Conferência Europeia de Hip-Hop

A cidade de Cork, na Irlanda, sediou a Droppin’ Science: Hip Hop Ciphering and Deciphering, a Conferência Europeia de Estudos do Hip Hop, entre os dias 23 e 26 de maio. A iniciativa contou com cerca de 100 pesquisadores, oriundos de todos os continentes.

Em meio a esta iniciativa, o rap moçambicano esteve representado. Os pesquisadores Janne Rantala (de origem finlandesa) e Carlos Guerra Júnior (do Brasil) apresentaram iniciativas que mostravam o potencial lírico e socioeducacional do hip hop feito em Moçambique.

Janne Rantala inseriu o pôster “Speaking back to vampires: Haunting Dialogues in Mozambican Rap” (Respondendo aos Vampiros: Diálogos Assombrosos no Rap Moçambicano).

Esse pôster instalado no local de convivência da conferência discutiu a música “Um Cobarde Vivo, Um Herói morto” de Y-Not ft. 4 Ases, Azagaia e Stupa Serious, prod. Fechadura, e fez também a referência a música “Tribalismo” de Extraterrestre e “Declaração de Paz Os Vampiros” de Azagaia. Foi disponibilizado QR-Codes para acessar o conteúdo dos rappers Azagaia, Extraterrestre, Kuatro Ases, Stupa Serious e Y-Not. Rantala ainda distribuiu as versões em inglês e português do artigo denominado “O rapper Azagaia reavivou a esperança numa sociedade melhor: Uma carta ao Azagaia”.

De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Moz Entretenimento, a outra representação do rap moçambicano aconteceu na apresentação do projeto Barras Maning Arretadas, uma iniciativa colaborativa iniciada entre o pesquisador Carlos Guerra Júnior e quatro membros da cultura hip-hop moçambicana: Dedecco, Extraterrestre, Função Inversa e Tchaka.

O Barras Maning Arretadas já produziu videoclipes e eventos, mas atualmente tem como foco a produção de podcasts sobre cidades africanas. Em um dos episódios, houve foco na cidade de Chimoio. Este episódio foi apresentado no painel denominado “Barras Maning Arretadas Podcast: Counter-hegemonic narrativas though PALOPS rap”. Atualmente, o podcast está institucionalizado como projeto de iniciação tecnológica da Universidade Federal de Rondônia, onde Carlos é professor, mas conta com a participação do jornalista moçambicano Elísio Nuvunga, que participa do processo de pesquisa e roteirização.

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