Leyna Souto abre show de Ernie Smith e deixa público em transcendência
O cartaz do dia 12 abril, indicava Ernie Smith como figura de praxe para uma noite sem chuva na cidade de Maputo. Exactamente à hora 18h, iniciou o espectáculo, acabando com a ânsia de sucesso que se viveu no passado em eventos músicas, onde a hora do cartaz mencionado levava a iniciar duas ou três horas depois.
A Galeria tem respeitado este entrave incauto no seu público. Respeitar a hora de início e de fim, é respeitar um conjunto de regras, de idades e de apetites nas pessoas. A ânsia de que se viveu foi em repetidos pedidos em ouvir a última do Ernie Smith. O espectáculo no seu todo terminou às 23h23 minutos. Cheguei a cogitar o real desempenho e carisma dado pelas organizações nos últimos eventos de que participo.
Cumpre-se e respeita-se a euforia, naquela nossa vontade de continuar, tantos os músicos como a organização remete-nos ao repouso do intenso trabalho da semana laboral, para este que foi numa sexta-feira era claro, ver homens sentados e imóveis no sono da garrafa de uísque derrubada, ver mulheres retocando as pinturas da beleza para o contínuo da noite, esperar um disco joker entrar para dar continuidade da conversa sobre o país foi o passo a seguir.
O espaço Galeria tem superado e muito bem suas actividades culturais, primeiro por ter encontrado um público seguidor, segundo por estar dentro dos padrões exigidos a quem paga um preço pela diversão, terceiro e menos importante a segurança dentro e fora.
Ainda sem frivolidades para os ausentes, a cantora é elegante, mulher elevada e forte com porte africana, bela e clássica no seu gingar de moçambicana, Leyna Souto, da Nwananga foi quem chamou o público os pares à festa.





