“O Embondeiro que Sonhava Pássaros” de Evaristo Abreu
O Centro Cultural Franco-Moçambicano recebeu, ontem, Sexta-feira, 12 de Abril, na Sala Grande, a peça teatral “O embondeiro que sonhava pássaros”, com texto e encenação de Evaristo Abreu.
Adaptada do conto homónimo de Mia Couto, a peça conta a história de uma criança, filha de colonizadores, que encontrava felicidade em uma mulher que vendia pássaros, encantando os mais novos da vila.
No entanto, essa acção não era de agrado dos seus progenitores que viam essa mulher como uma dissuasora dos bons costumes. Por esse motivo, um grupo influente, composto por políticos, militares e membros da sociedade civil, une-se para persuadir a vendedora de pássaros a não mais retornar à vila.
Fizeram parte do elenco os actores Adelino Branquinho, Yolanda Fumo, Elliot Alex, Horácio Guiamba, Lucrécia Noronha, Fernando Macamo e Shercia Carolina. Com composição musical de Xixel Langa & Cheny Wa Gune.
SOBRE O ENCENADOR
Evaristo Gilberto de Abreu, nascido em Maputo em 5 de outubro de 1966, fez mestrado em Artes Dramáticas na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e é licenciado em Sociologia pela Universidade Eduardo Mondlane.
Iniciou a sua carreira no teatro em 1985, trabalhando como actor para o TEJOCO, Txova Xita Duma e Mutumbela Gogo. Em 1989, fundou o grupo de teatro Mbeu, assumindo o papel de encenador. Durante o período de 1998 a 2005, foi o criador e director do Festival Internacional de Teatro D’Agosto.
Comprometido com a transformação social, Abreu esteve envolvido em diversas peças teatrais que abordavam questões relevantes, tais como HIV/SIDA, desastres naturais, questões de género e violência contra mulheres e crianças, entre outros temas impactantes para a sociedade moçambicana.
Em 2006, juntou-se à Visão Mundial para coordenar o departamento de mobilização comunitária através do teatro. A sua experiência no campo teatral também foi reconhecida pelo Ministério da Cultura e Turismo, que o convidou em várias ocasiões para integrar as comissões organizadoras do Festival Nacional da Cultura.
Desde 2011, Abreu exerce o cargo de professor na ECA – Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, leccionando disciplinas de Encenação e Teatro Aplicado. Entre 2015 e 2018, contribuiu como escritor no PCI Media Impacto, no projecto “Ouro Negro”.
Em 2022, fundou e actualmente dirige a EA. TEARTES, consolidando assim a sua contribuição contínua para o cenário teatral moçambicano.











