NEYMA AFIRMA QUE OS, “Músicos moçambicanos não são unidos”

Asdeclarações da cantora Neyma foram frontais e categóricas: “Foi muito difícil chegar aos quinze anos de carreira, não foi fácil. No nosso mercado é muito difícil. Para além das pessoas que estão sempre atentas a qualquer deslize ou erro, nós, os colegas da música, não nos ajudamos”, disse Neyma, frisando que o facto de se encontrar com músicos que irão actuar no seu espectáculo, caso de Stewart Sukuma, Dama do Bling e Valdemiro José, não traduz o que tem sido habitual. De acordo com a cantora, há em Moçambique artistas que, quando são contactados, rejeitam convites, dando claras evidências de que não gostam de se misturar. “Tem que haver uma empatia e uma boa relação entre as pessoas. Somos poucos, devemos nos ajudar”, disse, enaltecendo que a música moçambicana depende muito dessa interajuda para a sua afirmação no país e para a sua internacionalização, pois, se não forem os próprios artistas moçambicanos a lutarem por esse bem comum, ninguém do estrangeiro virá ao país para alterar a situação. Além desse constrangimento, a autora de temas como a “Lirandzu”, “Dzimeni”, “Himaka ya mili” e “Como anima a marrabenta” enalteceu ainda que no país, para se chegar aos 15 anos de carreira, é preciso que se goste muito da música, acreditar e persistir com esperança, lutando para que o artista moçambicano seja visto como artista, não diferente do estrangeiro. Para o efeito, as colaborações entre os músicos nas gravações dos álbuns e nos espectáculos são cada vez mais necessários, porque têm faltado muito. Fonte:O Pais

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