22 anos depois, Roland Hohberg recorda Zaida Chongo: “O seu funeral lembrou o de Samora Machel”

Passaram-se 22 anos desde a morte da inesquecível cantora moçambicana Zaida Chongo, mas a sua memória continua viva entre os admiradores e profissionais que acompanharam a sua carreira.

Nesta quinta-feira, 4 de Junho, data que assinala os 22 anos do seu desaparecimento físico, o produtor musical Roland Hohberg recorreu às redes sociais para recordar a artista e o impacto que teve na música moçambicana.

Na publicação, Hohberg destacou a enorme popularidade alcançada por Zaida Chongo, afirmando que o seu funeral, realizado em 2004, reuniu milhares de pessoas num cenário que, segundo ele, fez lembrar as cerimónias fúnebres do antigo Presidente Samora Machel. “Nada foi organizado, não houve protocolo. Tudo aconteceu de forma totalmente espontânea. Por amor e veneração de um povo por uma artista que marcou toda uma geração”, escreveu.

O produtor recordou ainda a sua ligação profissional e pessoal com a cantora, referindo que acompanhou activamente vários anos da sua carreira. “Embora a sua morte me tenha entristecido muito na altura, fiquei feliz por ter estado presente naquele último adeus e um pouco orgulhoso por ter acompanhado muitos anos da sua carreira.
Não apenas como produtor musical, mas também como amigo”, afirmou, terminando a mensagem com uma homenagem emocionada à artista: “Descanse em paz, diva da música moçambicana”.

Natural de Xai-Xai, na província de Gaza, Zaida Chongo nasceu a 17 de Junho de 1970 e perdeu a vida a 4 de Junho de 2004. A cantora deixou um legado incontornável na música nacional, sendo autora de sucessos como “Sibo”, “Zabelani”, “Toma que Te Dou”, “Drenagem” e “Alfândega”, temas que continuam a marcar diferentes gerações de moçambicanos.

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