Nuno Silas leva debate sobre colonialismo e memória histórica ao MUHNAC
O curador, artista e investigador moçambicano Nuno Silas está entre os responsáveis pela exposição “Olhares Críticos sobre o Arquivo Colonial – Sombras e Memórias”, inaugurada no passado dia 23 de Abril no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa.
A mostra propõe uma reflexão crítica sobre os arquivos coloniais preservados em Portugal, provenientes de Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, recorrendo a práticas artísticas contemporâneas para questionar os legados coloniais, os processos de reparação histórica e a forma como essas memórias permanecem representadas nos museus.
A exposição reúne obras inéditas de artistas e investigadores como Ilídio Candja, Jorgette Dumby, Márcio Carvalho, Osias André, Raquel Lima e do próprio Nuno Silas.
As obras foram desenvolvidas a partir de investigações realizadas sobre arquivos das missões científicas conduzidas em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau durante as décadas de 1940 e 1950, oferecendo novas leituras sobre documentos, imagens e narrativas produzidas em contexto colonial.
Integrada no Plano de Ressignificação e Reparação de Coleções Coloniais do MUHNAC e no PANC, a exposição procura fomentar o debate em torno da memória histórica, da justiça simbólica e da necessidade de reinterpretar criticamente as coleções coloniais à luz do presente.





