Festival da Trança celebra identidade e resistência cultural em Maputo

A Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) realiza, no próximo dia 29 de Abril, o Festival Moçambicano da Trança, sob o lema “Minha Carapinha, Minha Coroa”, numa iniciativa que pretende valorizar e promover a identidade cultural moçambicana.
O evento surge como uma celebração da trança enquanto símbolo histórico e cultural, indo muito além da estética. Em várias sociedades africanas, a trança sempre foi uma forma de linguagem e expressão, representando origem, estatuto social, crenças e diferentes fases da vida.
Ao longo do tempo, o cabelo negro também assumiu um papel de resistência cultural e afirmação de dignidade, sobretudo perante padrões externos que procuraram desvalorizar a sua beleza e significado.
É neste contexto que a UEM, através da sua ECA, decide criar o festival, reconhecendo a trança como um património vivo e uma expressão de orgulho africano.
Mais do que um evento cultural, o festival pretende ser uma plataforma de valorização dos saberes tradicionais, ao mesmo tempo que abre espaço para novas formas de expressão estética. A iniciativa propõe ainda uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diferentes áreas do conhecimento, desde as ciências exactas até às ciências humanas e económicas.
Com esta realização, a organização reforça a importância de preservar e promover as identidades culturais moçambicanas, destacando a carapinha como símbolo de história, pertença e afirmação.









