Maputo Street Art Festival encerra no Bairro Unidade 7 com visitas guiadas e performance sonora
A 2.ª edição do Maputo Street Art Festival – Re-criando Narrativas encerra este domingo, 21 de Dezembro, a partir das 15 horas, no Bairro Unidade 7, junto à Paragem Igreja – Jardim, com um programa aberto ao público que celebra a arte pública, a criatividade urbana e a participação comunitária.
O encerramento contará com visitas guiadas aos murais produzidos ao longo do festival, proporcionando ao público um percurso comentado pelas intervenções artísticas realizadas durante duas semanas. As visitas permitirão conhecer de perto os processos criativos, as narrativas visuais e os contextos sociais que transformaram o espaço público num lugar de diálogo, expressão e reflexão colectiva.
A partir das 18 horas, o programa culmina com a performance sonora “Kampfumo”, de Nandele Maguni, uma experiência de música electrónica que explora a energia invisível da vida urbana. A performance combina electrónica ao vivo, áudio binaural, palavra falada e elementos visuais, transformando os sons do quotidiano numa experiência imersiva, onde a cidade se afirma como ritmo, memória e vibração colectiva. O projecto foi concebido em 2024, durante uma residência artística no Instituto de Música Computacional e Tecnologia Sonora da Universidade de Artes de Zurique.

Ao longo de duas semanas, o Maputo Street Art Festival activou diversos pontos da cidade, nomeadamente o Bairro Unidade 7, o 16 Neto Cultural Space e a Galeria do Porto, com actividades que incluíram pintura de murais, instalações fotográficas, poesia, conversas públicas, feiras e acções comunitárias, promovendo o encontro entre artistas, públicos e comunidades locais.
Esta edição destacou-se, de forma particular, pela valorização e visibilidade das mulheres artistas, reafirmando o compromisso do festival com práticas culturais inclusivas e com a construção de novas narrativas visuais e sociais a partir do espaço público.
Sobre o Festival Maputo Street Art
O Maputo Street Art é um festival dedicado à arte pública e às expressões urbanas, que transforma bairros da cidade em espaços de criação, encontro e participação comunitária. Através de murais, instalações, poesia, dança, conversas e actividades formativas, o festival promove novas narrativas visuais, reforça a representatividade feminina na arte urbana e valoriza o território como lugar de identidade e transformação social.
Na sua 2ª edição, Re-criando Narrativas, o festival continua a aproximar artistas, comunidades e públicos, celebrando a criatividade que nasce e vive nas ruas de Maputo.
Esta edição dá continuidade ao trabalho iniciado anteriormente, reforçando o papel da arte pública como instrumento de identidade, transformação das paisagens periféricas, diálogo e participação comunitária.
O festival volta a privilegiar a criação artística dentro dos espaços comunitários, fortalecendo o envolvimento local e promovendo oportunidades de inclusão, formação e desenvolvimento cultural.
Um dos pilares centrais desta edição é o fortalecimento contínuo da participação de mulheres na arte urbana, assegurando maior visibilidade, reconhecimento e representatividade no panorama artístico de Maputo.
O festival reafirma-se como um processo colectivo, construído com a comunidade e para a comunidade, promovendo novas formas de expressão, pertença e valorização do território.
Parceiros e financiadores: Esta edição é realizada com o apoio da Commission de l’Ocean Indién no âmbito do Projecto Regional de Desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) no Oceano Índico, financiada pelo AFD France (Agence Française de Développement) e co-financiada pelo Fundo Création Africa da Embaixada da França em Moçambique em colaboração com o Centro Cultural Franco-Moçambicano.






