Mais de 2.900 obras disputam o 2.º Prémio Candango de Literatura, com participação de autores de 20 países
O Prémio Candango de Literatura, uma das mais relevantes distinções literárias de língua portuguesa, entrou na fase de avaliação com um número recorde de candidaturas: 2.913 obras submetidas por autores de 20 países, incluindo Moçambique.
A segunda edição do prémio, promovida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), contou com um crescimento expressivo de inscrições em relação à edição inaugural (2022), o que reforça a sua projeção internacional e o papel como plataforma de promoção da literatura em português. Moçambique registou 28 obras concorrentes, mais do que o dobro da participação anterior (11).
As categorias mais procuradas foram Poesia (909 candidaturas), Romance (656), Capa (466), Contos (444), Projeto Gráfico (211), Iniciativa de Leitura (93) e o Prémio Brasília (134), destinado a autores nascidos ou residentes no Distrito Federal.
Além de países lusófonos como Portugal, Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, o prémio recebeu candidaturas de autores da África do Sul, França, Reino Unido, Japão, Brasil, entre outros. No total, 85% das obras foram submetidas por editoras e 15% por autores independentes.
A seleção será conduzida por um júri técnico de 45 especialistas e a cerimónia de premiação terá lugar a 31 de Outubro, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. Os prémios totalizam 195 mil reais (cerca de 600 mil meticais), divididos em sete categorias literárias, editoriais e pedagógicas.
Para além do reconhecimento financeiro, os vencedores devem realizar contrapartidas como a doação de exemplares às bibliotecas públicas e acções formativas online.
O Prémio Candango de Literatura afirma-se, assim, como um espaço de celebração da palavra e de valorização da produção cultural e intelectual em língua portuguesa em diferentes partes do mundo.









