Exposição “Três Dimensões” inaugura ciclo artístico que celebra o percurso criativo de Moçambique
No contexto das celebrações dos 50 anos da Independência de Moçambique, a arte volta a ser protagonista com o lançamento da exposição “Três Dimensões: percursos, densidades e possibilidades”, uma homenagem à escultura moçambicana como símbolo de resistência, identidade e criatividade.
Organizada pela Associação Kulungwana e pelo Instituto Guimarães Rosa-Maputo, em parceria com instituições culturais e especialistas da área, esta mostra marca o arranque de um ciclo de quatro exposições que se prolonga até ao primeiro semestre de 2026, acompanhadas por debates e projecções.
A exposição revisita e actualiza a mostra homónima apresentada em 2021, agora repensada para integrar o espírito de celebração da história do país. Através de materiais como madeira e argila, “Três Dimensões” propõe uma reflexão sobre cinco décadas de escultura moçambicana, revelando a riqueza simbólica e a diversidade técnica que marcam o percurso artístico nacional.
A exposição inclui ainda obras de novos talentos formados pela ENAV (Escola Nacional de Artes Visuais) e do colectivo MUVART-Movimento de Arte Contemporânea, reforçando a continuidade e inovação na escultura moçambicana.
As peças, provenientes de acervos institucionais como o Museu Nacional de Arte, TMCEL, IGR Maputo, CCFM, bem como de colecções privadas, oferecem um olhar transversal sobre temas como a transformação social, a construção da memória colectiva e os desafios contemporâneos.
Este evento constitui um marco na valorização das artes plásticas moçambicanas, numa altura em que se reflecte sobre o legado e o futuro da nação. É, sobretudo, um convite à contemplação, à escuta e ao reconhecimento do poder simbólico da arte na construção de uma identidade plural.






