Jorge Matavel diz que passaporte de Venâncio Mondlane “não tem nada de perigoso”
O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) esclareceu, nesta sexta-feira, 10 de janeiro, que a apreensão do passaporte diplomático do Venâncio Mondlane, ocorrida na sua chegada ao Aeroporto Internacional de Maputo na quinta-feira, 9 de janeiro, deveu-se ao facto de o documento estar “cancelado“. Segundo o SENAMI, o cancelamento está relacionado à renúncia de Mondlane ao cargo de deputado em 2024.
Em comunicado obtido pelo portal Moz Entretenimento, o SENAMI explicou que, durante o controle da fronteira no aeroporto, o sistema rejeitou o passaporte do Venâncio Mondlane, justificando que o documento estava cancelado devido à cessação do seu estatuto de deputado. Mondlane chegou a Maputo após mais de dois meses fora do país, por volta das 08h00 locais.
O SENAMI destacou ainda que, de acordo com a legislação vigente, o passaporte diplomático havia sido emitido a Mondlane em 2019, quando este foi eleito deputado pela Assembleia da República pela RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana).
Entretanto, a medida gerou polémica nas redes sociais. Durante a edição de hoje, 10 de janeiro, no programa “Balanço Geral”, da TV Miramar, o apresentador Jorge Matavel criticou a decisão, considerando-a desnecessária e prejudicial ao contexto actual do país.
“Há quem esteja interessado nesse exercício de cancelamento do passaporte de Venâncio Mondlane. Porque cancelar algo que, inevitavelmente, ele receberá novamente? Esta medida só serve para criar mais turbulência. Não há nada de perigoso naquele passaporte. Venâncio Mondlane já declarou que está aqui para dialogar. Pessoas com o impacto público dele devem ser tratadas de maneira diferente. Eu evitaria tomar essa decisão, pois ela não ajuda na situação delicada em que estamos“, afirmou Matavel.
A questão surge num contexto de tensões políticas e sociais em Moçambique, onde medidas como esta podem gerar controvérsia e fazer o país “pegar fogo” como aconteceu nos últimos três meses de 2024.










