Venâncio Mondlane critica influencers “gang makhofo” e promotores de eventos
Durante uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 28 de novembro, Venâncio Mondlane (VM7), líder político e candidato à Presidência da República, criticou duramente a organização de eventos e a postura de alguns influenciadores digitais em meio às manifestações contra os resultados das eleições gerais. Segundo Mondlane, este não é o momento para festas e celebrações, mas sim para focar na reconstrução do país.
O político, que tem convocado as manifestações há mais de um mês, sugeriu que as casas de eventos e promotores adiem as suas actividades de fim de ano para um momento mais oportuno. VM7 também alertou que o Conselho Constitucional poderá proclamar os resultados das eleições que dão vitória à FRELIMO e seu candidato Daniel Chapo durante o período natalício, aproveitando a distração da população com as festividades.
“Devemos sacrificar um ano sem festas para endireitar o nosso país”, afirmou Mondlane, pedindo que os cidadãos priorizem o futuro do país e mantenham o foco nos movimentos de protesto.
Mondlane também dirigiu palavras duras para alguns influenciadores digitais e artistas que, segundo ele, estão mais preocupados em promover eventos e entreter o público do que em se posicionar em favor das manifestações. Ele chamou esses influenciadores de “influenzas” (em referência à gripe) e associou o termo “gang makhofo” (que significa “couve” em changana e ronga) àqueles que, em sua visão, demonstram insensibilidade diante da crise que o país enfrenta.
A expressão “gang makhofo” ganhou destaque nas redes sociais, sendo amplamente associada à influencer Mana Cecy, que, no primeiro dia das manifestações, publicou um vídeo ensinando a preparar caril de couve, gesto considerado desrespeitoso por muitos. Desde então, Mana Cecy e outros influenciadores que optaram pelo silêncio ou pela neutralidade têm enfrentado críticas e cancelamento por parte do público.
Além disso, Venâncio Mondlane reforçou o seu pedido para que os jovens boicotem esses eventos e mantenham o foco nas manifestações. “Vamos deixar esses espetáculos às moscas. Esses não são influenciadores, são ‘influenzas’, uma constipação para o país”, declarou.











