Alvo de cancelamento, Killua Rafael diz que os ataques são movidos por inveja
Nos últimos tempos, o músico moçambicano Killua Rafael, conhecido também por sua actuação política como membro da Assembleia Provincial na cidade da Matola pelo partido FRELIMO, tem sido alvo de duras críticas e “cancelamento” nas redes sociais. Este movimento de contestação ocorre em meio a uma crise política e social em Moçambique, desencadeada por manifestações e paralisações, convocadas pelo político Venâncio Mondlane do partido PODEMOS em resposta aos resultados das recentes eleições.
Diante disso, a Moz Entretenimento contactou Killua Rafael para saber a sua visão sobre o momento actual do país e o que pensa sobre o cancelamento direccionado a si. Nesta conversa, Killua, que também é estudante de Direito na Universidade Wutivi, abordou três pontos centrais: a situação do país, o papel dos artistas no contexto político e as críticas pessoais que tem enfrentado.
Reflexão sobre a situação nacional
Quando questionado sobre a situação actual do país, Killua descreveu o momento como “caótico” e afirmou que a paz é essencial para o progresso da nação. “Precisamos voltar ao estado normal, precisamos da paz que o país merece… Sinto muito e lamento imenso pelos jovens que perderam a vida nestas manifestações. Que Deus conforte os familiares,” expressou o músico, reconhecendo a gravidade do clima de instabilidade e a perda de vidas de jovens envolvidos nos protestos.
Liberdade de posicionamento político
Sobre as críticas e o debate em torno do posicionamento político dos artistas, Killua defendeu o direito dos cidadãos à escolha e a liberdade de associação, algo que, segundo ele, deveria ser respeitado por todos. “Injusto, o artista também é povo e cada um é livre de escolher sua posição. Abusamos todos dos direitos humanos; assim como uns têm o direito de manifestar, outros também têm o direito de se aliar a qualquer partido político,” afirmou. Para fundamentar sua resposta, Killua citou o Artigo 53 da Constituição da República de Moçambique, que assegura aos cidadãos a liberdade de constituição e adesão a partidos políticos.
Resposta às críticas pessoais
Em resposta aos ataques e ofensas direccionados a si, Killua minimizou as críticas, considerando-as manifestações de inveja e reafirmando o seu direito à liberdade de escolha. “Nada justifica o facto de você insultar o outro só porque fez uma escolha diferente da sua… Somos todos livres,” declarou.
O cancelamento de Killua Rafael intensificou-se durante as manifestações, quando o músico foi vaiado e chegou a discutir com manifestantes nos primeiros dias de protesto. Para Killua, o direito ao posicionamento político e à liberdade de escolha são pilares fundamentais que sustentam a democracia e devem ser respeitados, mesmo em momentos de tensão.











