Morreu o músico moçambicano Chico António aos 66 Anos
Neste sábado, a música moçambicana perdeu uma das suas figuras proeminentes, Chico António, que morreu aos 66 anos no Hospital Central de Maputo, vítima de uma doença não especificada.
Nascido em 1958 em Magude, província de Maputo, Chico António teve uma carreira musical marcante que contribuiu na indústria da música moçambicana.
Chico António ganhou destaque como integrante do Grupo RM, onde co-criou o icônico tema “Baila Maria”, interpretado em dueto com Mingas. Em 1990, a música conquistou o grande prêmio do concurso Descobertas, da Rádio França Internacional (RFI), levando Chico António a estudar música em Paris.
Durante seus dois anos de formação intensiva na capital francesa, sob a orientação do renomado músico camaronês Manu Dibango, Chico António aprimorou suas habilidades em técnicas de piano, arranjos musicais e gravação. Ao lado de personalidades como Salif Keita e Pierre Bianchi, ele absorveu influências diversas que moldaram sua abordagem musical.
Ao retornar a Moçambique, Chico António concentrou-se na pesquisa e fusão de ritmos tradicionais, culminando na criação do Amoya Studio and Art Gallery (ASAGA). O Grupo RM, agora rebatizado como “Amoya“, lançou o álbum “Cineta” em 1991, em Paris.
Chico António, conhecido por sua preferência em permanecer nos bastidores, contribuiu na indústria da música moçambicana, empregando sua paixão pela música tradicional e colaborando em produções audiovisuais e teatrais.
Apesar de só ter lançado seu próprio álbum, “Memórias“, em 2014, Chico António deixou um impacto duradouro, enfrentando os desafios da indústria musical em Moçambique com dedicação e perseverança.
A morte do Chico António deixa um vazio na comunidade musical moçambicana, mas seu legado perdurará através das suas contribuições inestimáveis para a preservação e evolução da rica tapeçaria musical do país.











