A busca pela identidade Moçambicana em “Kushota Kulia'” de Daniel da Costa

No livro “Kushota-Kulia“, o escritor Daniel da Costa retrata a busca dos moçambicanos pela identidade política e sócio-cultural, num contexto em que o país é assolado pela guerra.

Constituída por 14 contos, a obra traça cenários de conflitos que se revestem como uma destemida busca pela liberdade, valorização dos direitos, assim como a construção de uma nação que exalta a sua cultura sem medo.

“Propus-me prestar um pequeno tributo a essa época marcadamente castrense, através da presente colectânea de histórias, contendo visões sociais e militares que terminam na necessidade de um destino comum”, lê-se na nota de abertura do livro.

“Kushota-Kulia”, que é uma expressão em swahili que significa “da esquerda para direita”, representa também a importância da Tanzânia na formação dos militares moçambicanos e, a certa altura, nas dinâmicas dos civis que se refugiavam naquele país.

Daniel da Costa nasceu na província de Tete em 1964, ingressou no Jornalismo em 1987, tendo trabalhado na Televisão de Moçambique (TVM) e Rádio Moçambique (RM) como repórter e produtor de programas.

Foi coordenador da Gazeta de Artes e Letras, suplemento literário da prestigiada revista Tempo. Foi membro de vários júris, incluindo o dos Prémios Gazeta, da revista Tempo e do Prémio Nacional de Literatura, instituído pela Associação dos Escritores Moçambicanos.

É autor dos seguintes tí- tulos de ficção narrativa, “Xingondo” (2003), “A ciên cia de Deus e o sexo das bor boletas” (2007) e “A flauta do Oriente” (2008

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