Mr Bow: “A prostituição da imagem artística”

Mr Bow: “A prostituição da imagem artística”

- in Opinião
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Por: Bernardo Mabjaia e Custódio Come

Texto não recomendável a pessoas com fobia a leitura

Primeiramente permitam-nos convidar-vos a ver a nossa análise na perspectiva de Marketing ( gestão da marca), que é na verdade a nossa identidade, pois se não termos está premissa como base corremos o risco de ser visto como “jealous” ou mais uns que fazem análises populistas.

Mr. Bow é uma marca por excelência só pode duvidar disso quem não sabe o que é realmente uma marca e como construi-la. É acreditando nisso que sugerimos a análise desta marca ( Mr. Bow ) submetendo a matriz BCG de Bruce Henderson desenvolvida para a empresa de consultoria empresarial Americana Boston Consulting Group em 1970. Seu objectivo é suportar a análise de portfólio de produtos ou de unidades de negócio baseado no conceito de ciclo de vida do produto. Ela é utilizada para alocar recursos em actividades de gestão de marcas e produtos (marketing), planeamento estratégico e análise de portfólio.

VAMOS A ISSO

Ao analisar a marca Mr.Bow na matriz BCG observamos claramente que ele encontra-se na fase de ESTRELA, com alta participação de mercado (suas músicas sendo muito bem consumidas) assim com alto crescimento (Não pára de surpreender) de certeza que é o nível que qualquer Marca ( no caso Artista) busca estar. Porém, o maior problema não está nas marcas chegarem nessa fase, mas sim manter-se firme se possível seguir a fase das VACAS LEITEIRAS (Dar frutos), Todavia o produto/marca quando não bem gerido corre o risco de sair da fase estrela para o ABACAXI (Sem recursos para sobreviver) a não ser que seja um produto de curta duração pois existem produtos/marcas que dão muito, contudo ficam muito pouco no mercado.

Daí que surge a primeira questão: Mr. Bow qual é o seu posicionamento será de curta duração? Porque da maneira que vem se comportando é visível que não poderá durar por muito tempo, dizer que é porque é o que está a dar não é justificativa, pois as leis da economia nos ensinam a saber gerir o nível da demanda pois se um produto é demandado demasiadamente faze-lo desaparecer é estratégico para prolongar sua vida.

Mr. Bow ser embaixador de uma marca é toma-la como parte da si, e fazer com que os demais públicos se identifiquem com ela, acima de tudo é agregar valor a imagem institucional não somente aumentar valor no seu bolso. Até os mais Leigos percebem que a sua motivação é meramente estomacal ( Dinheiro), pois, vestes e trocas de camisola “diariamente” hoje essa, amanhã aquela

Mr. Bow já foi Bery, Mr. Bow já jogou Loto, Mr. Bow esteve em todo lugar e a todo momento, Mr. Bow está no futuro agora, Mr Bow está “colocar-nos no control” com a Cartrack etc.

Mr. Bow, aonde vamos assim!!
Marcas super diferentes, sem nenhuma relação entre si, assim acreditamos que está a descredibilizar as instituições que representas e a si mesmo como o representante.
Em relação as instituições algumas indagações prevalecem: O que elas procuram de concreto ao aliar-se a um Artista?

Dar ou agregar valor?
Será que o facto de ser artista do momento é suficiente para te-lo como embaixador?
O argumento de apoio a cultura para alguns casos não funciona, é preciso revisitar o modelo de embaixador de marca que as empresas usam.

Convidamos ao Mr. Bow a procurar segmentos de actuação, procurar identidade em todo o que faz. Em marketing aprende-se que não se pode servir a todos, e socorremos nos do mesmo para dizer que
quem tudo representa nada representa, não é porque isso é errado mas tudo deve ser bem planificado e deve ser feito de forma estratégica .

O músico Stewart Sukuma, disse a alguns anos “as vezes tenho negado representar algumas marcas para preservar a minha imagem” pois a imagem tem o seu ciclo de vida e se não for gerida pode desgastar-se precocemente, muitos pensam assim “deixem o Mr.Bow viver o seu momento porque isso de ser embaixador é novo no Mercado” ( Lamentavél). Nós queremos dizer vos que o Sukuma é um exemplo de uma marca que resiste a tempos e não é de hoje que ele vem a representar marcas, mas porque sabe gerir e preservar a marca mais importante que ele tem Stewart Sukuma por isso a cada dia a marca renova-se.

O uso da imagem de um artista tem consequências na sua carreira assim como para dia-a-dia da instituição representada, pois, para os consumidores mais sensíveis o facto de alguém ( Artista) estar ligado a uma marca é motivo para atrair mas também, para repelir. Os consumidores tomam as marcas como parte de si, tem sentimentos por elas (valores agregados), e nenhum momento esperam ver suas expectativas frustrados.

Mano Bow organize-se irmão como diz  “a xa utomi hi roda“, mas você faz a sua roda girar ao seu ritmos se descobrir que você é a primeira marca que precisa ser cuidada antes de cuidar das outras, seja
distinto, claro, relevante e principalmente coerente.

Abraços! Marketer’s e publicitários

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