“A batota dos sonhos” – Exposição de Madeira dedicada às mulheres

“A batota dos sonhos” é o título da exposição de Manu Madeira, que é dedicada às mulheres e será inaugurada na amanhã (9/02), às 18.00 horas, na Fundação Fernando Leite Couto, marcando o início da temporada desta galeria para o ano de 2022.
De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Moz Entretenimento, Yolanda Couto é a curadora desta exposição e no texto de apresentação da mesma diz que Manu funde a arte e a vida, demonstra possuir uma grande percepção da realidade e de sensibilidade, mista de um sentimento de admiração da “mulher comum” e da sua interioridade humana.
Durante um largo período, descreve a curadora citada pela nossa fonte, a artista conheceu e conviveu com mulheres de diversas origens sociais nomeadamente, de centros de recuperação, de mercados, de escolas, de outros locais de trabalho ou simples donas de casa. Realizou com elas muitas entrevistas abordando os mais diversos temas como a liberdade, a fé, a vida e a felicidade.
Com elas aprendeu que o desejo humano de tentar criar o futuro dos nossos sonhos é, mais do que um simples elemento do nosso instinto de sobrevivência, baseado em sustentar ou melhorar experiências passadas e presentes. Sonhar é o primeiro passo para a liberdade. É libertar o desejo adormecido.
“Manu diz-nos que esse sonho consciente é muitas vezes obscurecido com fronteiras inconstantes e porosas, entre escuridão e luz, entre a esperança, a realidade e o absurdo”, lê-se no texto que estamos a citar. Ao que se acrescenta que “o sonho ganha então outra forma e substância quando o mesclamos no relacionamento com os outros e com a sociedade”.
Nesta mostra, encontramo-nos frente a frente com as diferentes personagens, quer em momentos de lazer como de luta, quer em meditação ou em harmonia, mas, em todas elas, procurando incessantemente encontrar estratégias de sobrevivência.
Utilizando uma técnica mista, com óleos, tintas e acrílicos sobre painéis de gesso, a sua pintura, de puro realismo, muda ousadamente para um estilo livre de cânones, muda da metamorfose do sonho para a realidade, segundo a sua visão da concretização do futuro sonhado.
Nos seus retratos, quase todos realizados em 2019 e 2020, Manu Madeira reafirma, inequivocamente, a sua crença na luta diária das mulheres e na sua própria crença no futuro. Pinta mulheres artistas, estudantes, donas-de-casa, activistas, desempregadas, que vivem vidas emocionais, corajosas e não convencionais, mulheres que participam, cada vez mais activamente, na construção de uma sociedade sem paradigmas nem conceitos.
É membro e co-fundadora de dois colectivos de arte, o Bank Studios e o Eisil Contemporary, sedeados na Irlanda. Foi co-presidente da Eisil Contemporary por um ano, com a responsabilidade dos programas colectivos anuais, que incluem exposições de artistas, alocação de estúdios e oficinas de arte para residências públicas e artísticas. Actualmente, Manuela é membro da Rhok Academy em Bruxelas, onde também pratica a sua arte.






