Moreira Chonguiça defende valorização da cadeira de Indústrias criativas para impulsionar o Turismo Doméstico
O músico e produtor moçambicano Moreira Chonguiça considera que o desenvolvimento do turismo doméstico depende da qualidade dos produtos culturais oferecidos ao público, capacidade de divulgação das iniciativas culturais, bem como valorização de toda a cadeia de indústrias criativas como instrumento de dinamização da economia nacional.
O pensamento foi expresso esta sexta-feira (23.10.2026), durante o lançamento da primeira edição do Festival Internacional de Jazz de Vilankulo, agendada para os dias 5, 6 e 7 de Novembro, na província de Inhambane, numa iniciativa que pretende conciliar a cultura, o turismo e o negócio.
Segundo Moreira Chonguiça, estimular os moçambicanos a viajar dentro do próprio país e consumir produtos locais, exige mais do que promover destinos turísticos, visto que é necessário criar experiências culturais de qualidade, capazes de despertar o interesse do público e justificar o investimento em viagens e actividades de lazer.
Chonguiça explica ainda que a promoção turística deve estar associada à oferta de produtos culturais atractivos e a uma estratégia de comunicação que permita alcançar diferentes públicos, pelo que atribui particular importância ao papel dos profissionais da comunicação social na divulgação das iniciativas e na construção da imagem dos destinos nacionais.
“O turismo doméstico só pode ser estimulado dependendo da qualidade do produto que a gente vai apresentar e através da divulgação que tu vais fazer”, afirmou, sublinhando a necessidade de uma colaboração efectiva entre os promotores culturais e os órgãos de comunicação social.
Numa outra abordagem, o renomado disse que é precisa de maior compreensão no país do funcionamento das indústrias criativas, frequentemente associadas apenas aos artistas, quando, na realidade, envolvem uma extensa rede de profissionais, serviços e competências.
Chonguiça explicou que a indústria criativa funciona através de uma cadeia de responsabilidades interdependentes, na qual cada interveniente contribui para a realização e valorização do produto final.
O saxofonista defende, por isso, uma visão abrangente do sector, que reconheça o contributo de todos os profissionais envolvidos na produção, promoção e circulação de bens e serviços culturais.
Nesta perspectiva o Festival Internacional de Jazz de Vilankulo procura afirmar-se para além de um evento musical, associando a programação artística à promoção turística e à mobilização de diferentes sectores económicos.
Importa realçar que a primeira edição do festival internacional de Jezz, realiza-se em simultâneo com a segunda edição da Conferência Internacional de Turismo e pretende reforçar essa ligação, criando oportunidades para aproximar agentes culturais, operadores turísticos e empresários em torno da valorização de Vilankulo e da projecção de Moçambique como destino turístico.
Moreira Chonguiça anunciou igualmente a participação de vários músicos como o do congolês Lokua Kanza, acompanhado pela sua banda, bem como de Jimmy Dludlu que esteve no lançamento, Horácio Bande, Onésia Mouolov, Juliana Bonita e outros, e vaticina que a cultura seja reconhecida não apenas pelo seu valor artístico, mas também pela sua capacidade de movimentar outros sectores da economia.











