Daniel Chapo defende preservação da música e das artes como responsabilidade do Estado

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu que a preservação da música e das artes moçambicanas deve ser assumida como uma responsabilidade do Estado, de modo a garantir a continuidade do legado de artistas que há décadas contribuem para a construção da identidade cultural do país.

O Chefe do Estado falava à imprensa após participar, no sábado, 12 de setembro, em Maputo, no concerto Tlhangano – O Reencontro, que juntou no mesmo palco os músicos Wazimbo e José Mucavele. Segundo Chapo, a sua presença serviu para homenagear não apenas os dois artistas, mas toda uma geração de músicos que marcou diferentes períodos da história de Moçambique.

“Um povo que não tem cultura não tem identidade”, afirmou Daniel Chapo, defendendo a necessidade de preservar e transmitir às novas gerações o património musical e cultural nacional.

Neste contexto, destacou a expansão da Escola Nacional de Música para as regiões Centro e Norte, bem como a necessidade de, futuramente, cada província contar pelo menos com uma escola de música. O Presidente defendeu igualmente uma maior articulação entre educação e cultura.

Daniel Chapo considerou ainda que o encontro entre artistas de diferentes gerações demonstra a importância da transmissão de conhecimentos e experiências, além de defender investimentos nas indústrias criativas como forma de gerar rendimento para os artistas, receitas para o Estado e promover o turismo moçambicano.

Sobre o abraço dado a Wazimbo e José Mucavele durante o espectáculo, o Presidente explicou que o gesto simbolizou a gratidão de todo o povo moçambicano pelo contributo dos dois músicos e de toda uma geração de fazedores das artes e cultura.

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