Festa do Dia da Mulher acaba em morte de bebê de 2 meses em Inhambane

Em uma noite marcada por celebrações de homenagem reconhecimento ao Dia da Mulher Moçambicana, terminou-se em tragédia no bairro Balane 1, na cidade de Inhambane, onde uma bebé de apenas dois meses perdeu a vida em circunstâncias chocantes, provocadas pela própria mãe jovem de apenas 24 anos de idade.

O caso, que gera forte comentários críticos na divisão de opiniões sobre a responsabilidade materna em períodos festivos, sucedeu na noite desta terça-feira, poucas horas depois do pico marcando as festividades do 7 de Abril.

De acordo com relatos de testemunhas que presenciaram em primeira mão a sustação, a mãe da criança teria regressado das celebrações supostamente sob efeito de álcool facto que contribuiu para o sucedido.

Sem propriedade da acusação do incidente, o certo é que a tia da indiciada, ao se aperceber dos choros da criança, dirigiu-se a barraca, onde encontrou a bebé já sem forças para respirar, alegadamente asfixiada pelo corpo da própria progenitora, segundo explica uma das vizinhas.

“Ela veio a chorar a pedir ajuda. Quando saí, disseram que a criança estava mal. Ao aproximar-me, vi o seio e o braço da mãe sobre o rosto da bebé. A criança já não conseguia respirar. Quando conseguimos afastá-la, a bebé já estava a espumar e sem sinais de vida”, contou.

O episódio gerou forte indignação entre os moradores do bairro, que apontam sinais de negligência e comportamento irresponsável por parte da mãe que conta com outros três filhos além da malograda.

Afirmam de igual modo que a jovem era frequentemente vista em ambientes inadequados para uma mãe com um recém-nascido, incluindo estabelecimentos de venda de bebidas alcoólicas.

“É preocupante ver uma mãe de um bebé de dois meses em adegas, muitas vezes a vender bebida ou em ambiente de festa. Um bebé nessa idade exige cuidados permanentes, amamentação e vigilância total”, lamentou uma moradora.

Aliás, mesmo com as sucessivas advertências, a mulher encontrava-se com a criança durante as celebrações, facto que, para os vizinhos, agravou ainda mais a exposição da menor a uma situação de risco.

Fontes próximas do caso indicam que a suspeita encontra-se sob custódia policial, enquanto decorrem diligências legais para apurar as circunstâncias exatas da morte.

O caso reacende o debate sobre consumo excessivo de álcool em dias festivos, responsabilidade familiar e proteção infantil, sobretudo em datas comemorativas, quando muitas crianças acabam expostas em ambientes inseguros.

A tragédia lança por outro lado um alerta às famílias e autoridades sobre a necessidade de reforçar a sensibilização em torno dos cuidados com recém-nascidos e da prevenção de comportamentos de risco durante celebrações públicas.

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