Faculdade de Filosofia da UEM destaca legado e pensamento de Luísa Diogo

A Faculdade de Filosofia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) promoveu, na cidade de Maputo, uma aula inaugural dedicada à reflexão sobre o pensamento e legado da antiga Primeira-Ministra Luísa Diogo, com base na sua obra A Sopa da Madrugada – das Reformas à Transformação Económica e Social em Moçambique (1994 – 2009)”.

O evento, realizado no Complexo Pedagógico do Campus principal da UEM, decorreu sob o tema “A (não) morte de Luísa Diogo – O link para a ‘Era da Independência Económica?’” e reuniu cerca de 150 participantes, entre académicos, estudantes, familiares da homenageada e jornalistas.

Durante a sua intervenção, o filósofo José Castiano destacou que a obra de Luísa Diogo ultrapassa a análise económica e política, abrindo espaço para interpretações filosóficas profundas. Segundo o docente, o livro pode ser lido à luz de diferentes correntes de pensamento, incluindo perspectivas hegelianas, foucaultianas, marxistas e libertárias.

Castiano sublinhou ainda que, ao longo da sua trajectória como Ministra das Finanças e Primeira-Ministra, Luísa Diogo demonstrou um forte compromisso humanista, procurando equilibrar as exigências do sistema económico com a necessidade de proteger os interesses sociais. Apesar dos desafios impostos pelo avanço do capitalismo, a governante terá trabalhado para tornar esse processo “o menos selvagem possível e o mais humano necessário”.

O académico destacou também o papel de Luísa Diogo na estabilidade macroeconómica do país, bem como a sua dedicação à redução e eliminação da dívida pública, vista por si como um pilar essencial para o desenvolvimento de Moçambique.

A aula inaugural teve como principal objectivo celebrar não apenas a obra escrita, mas também as acções e o impacto político e social de Luísa Diogo, reafirmando a relevância do seu pensamento no contexto actual do país.

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