Tiger Massuko faz balanço de 2025 e aponta falhas na organização do programa Unanga wa Lakaya da RM-Gaza

O músico e produtor cultural Tiger Massuko fez uma leitura crítica do ano de 2025 da sua carreira artística, destacando avanços importantes no plano criativo, mas também apontando fragilidades na organização de eventos culturais locais, com especial atenção ao  programa Unanga wa Lakaya da RM, um dos principais espetáculos culturais da província de Gaza.

Segundo o artista, 2025 foi um ano marcado pela continuidade de projetos iniciados em 2024, sobretudo trabalhos com forte ligação à responsabilidade social e à consciência comunitária. Durante esse período, Tiger Massuko gravou novas faixas musicais, algumas delas inspiradas nas manifestações e inquietações sociais que se fizeram sentir desde o ano anterior.

Uma das músicas acabou por ganhar destaque no programa Ngalacaia, uma parada musical de referência na província, facto que o músico considera um sinal positivo da receptividade do público às mensagens conscientes e à música com conteúdo.

O ano de 2025 foi desafiante, mas produtivo. Continuei a apostar numa música que fala da realidade social e isso teve retorno, principalmente com a aceitação do público”, afirmou.

Apesar dos progressos individuais, Tiger Massuko não esconde a sua preocupação com a forma como alguns eventos culturais têm sido organizados, destacando o programa  Unanga wa Lakaya como um exemplo de iniciativa com grande potencial, mas ainda marcada por várias falhas estruturais.

Entre os principais problemas apontados estão a falta de organização interna, a deficiente comunicação com os artistas, limitações técnicas, atrasos na programação e a ausência de critérios claros na gestão do evento. Para o músico, essas fragilidades acabam por prejudicar não só os artistas participantes, mas também a credibilidade do próprio movimento cultural local.

O Unanga wa Lakaya é um projeto importante para a cultura de Gaza, mas precisa de melhor organização, mais transparência e respeito pelo trabalho dos músicos. Há muito talento que acaba não sendo valorizado da forma correta”, sublinhou.

O artista defende que eventos desse porte devem servir como plataformas reais de promoção cultural, garantindo condições técnicas adequadas, profissionalismo e igualdade de oportunidades para todos os intervenientes.

 Massuko,  afirma estar focado em eliminar os erros identificados, tanto a nível organizacional como artístico. Entre as suas principais apostas está o fortalecimento do Centro Criativo Masuco, um projeto em desenvolvimento que integra estúdios de gravação, academia de música e outras iniciativas culturais.

Falando em exclusivo a Moz entretenimento , disse que actualmente, a academia de música já se encontra em funcionamento em Xai-Xai, com aulas regulares, enquanto o centro criativo está a ser implementado por fases, com uma visão de longo prazo e abertura a parcerias nacionais e internacionais.

O nosso objetivo é criar estruturas sólidas que sirvam os artistas, formem novos talentos e elevem o nível da indústria cultural local”, explicou.

Reconhecido pela sua postura crítica e construtiva, Tiger Massuko reforça que o crescimento da cultura em Gaza passa necessariamente pela organização, união entre artistas e profissionalização do setor. Para ele, o balanço de 2025 deixa lições claras: é preciso corrigir falhas, valorizar os criadores locais e investir seriamente em projetos culturais sustentáveis.

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