Ckota Warila exalta talento de Dama Ija na promoção da cultura de Nampula

Por: Leodecio Zacarias
Figura respeitada na província de Nampula, sobretudo na composição de músicas tradicionais, Ckota Warila elogiou o talento de Dama Ija, destacando o seu papel na promoção da cultura local.
Segundo Warila, artista natural do distrito de Angoche, tem demonstrado um forte compromisso com a valorização dos valores e tradições do povo macua, em particular da província de Nampula, através das suas composições e performances.
“Gosto muito de ouvir as músicas da Dama Ija. Ela é uma das poucas artistas da nova geração que canta para promover e preservar os princípios da cultura da nossa província. Aproveito a ocasião para desejar-lhe mais força e sucessos na sua carreira”, disse.
O professor Constantino Warila fez estas declarações em entrevista exclusiva à Moz Entretenimento, realizada nesta quinta-feira (15), no âmbito de uma reflexão sobre a evolução da música tradicional nos últimos tempos.
Na entrevista, Constantino Warila referiu que a música que representa a cultura de Nampula tem evoluído, impulsionada pelo surgimento de novos estúdios de gravação e pela proliferação dos media digitais.
Contudo, lamentou que, paralelamente a esse crescimento, alguns artistas estejam a desvirtuar esse património, utilizando elementos da música tradicional de forma distorcida e contribuindo para a desinformação das comunidades.
Para responder a esta realidade, o talentoso compositor, que marcou a música de Nampula com a sua voz desde a década de oitenta até à sua aposentadoria, há dois anos, por motivos de saúde, sugeriu ao sector da cultura do Governo de Nampula o desenvolvimento de estratégias que contribuam para a disseminação dos princípios da música que identifica a província.
“Nos tempos para salvaguardar os valores da música tradicional, tínhamos um canal forte de promoção musical, refiro-me à Rádio Moçambique (RM). Hoje, os canais de promoção da música são muitos, e o Governo deve adaptar-se a esta realidade e resolver os efeitos que comprometem a música feita em Nampula”, referiu.






