Gaza: Adérito Luís projecta 2026 com foco na consolidação digital e espectáculos ao vivo

Por: Bernardo Marengue

O artista moçambicano Adérito Luís, antevê o ano de 2026 como um período decisivo para a consolidação da sua carreira, com forte aposta na produção audiovisual, reforço da presença nas plataformas digitais e preparação para a apresentação oficial do seu álbum de estreia intitulado “Xihiwa”.

As perspetivas foram avançadas recentemente, durante uma entrevista concedida à equipa da Moz Entretenimento, no âmbito do balanço artístico e cultural do ano de 2025.

Segundo o artista, depois de garantir a distribuição integral do álbum nas plataformas digitais, o próximo passo será a gravação e lançamento sucessivo de videoclipes para todas as faixas do disco. “O álbum já está disponível, agora o foco é vender cada vez mais a imagem através dos vídeos e da divulgação contínua do trabalho”, afirmou.

Entre os projectos em carteira para 2026 está também a busca de parcerias e patrocínios que viabilizem a realização de um concerto ao vivo para a apresentação oficial do álbum, iniciativa que poderá acontecer tanto em Gaza como noutras praças culturais do país, dependendo das condições logísticas e financeiras.

No que concerne ao ano 2025, Luís, faz um balanço positivo do ano e descreve como um período de grande dinamismo tanto a nível pessoal como no sector cultural em geral. O artista destacou a realização de eventos estruturantes como o Festival Nacional da Cultura e o Prémio Jovem, que, segundo ele, deram um impulso significativo às indústrias culturais moçambicanas.

No plano individual, o percurso de 2025 ficou marcado pela sua participação no Festival Nacional da Cultura, onde representou a província de Gaza, após passar por várias fases de apuramento até ao nível nacional. O artista integrou igualmente a finalíssima do NGOMA – MOÇAMBIQUE, promovida pela Rádio Moçambique, voltando a representar a província em palcos de grande visibilidade. Outro momento alto do ano foi a conquista do Prémio de Melhor Canção no Unanga wa Lakaya 2025, distinção recebida na sua terra natal. Para o nosso entrevistado, este reconhecimento teve um peso simbólico especial. “Ganhar o primeiro prémio em casa tem um significado muito forte. Mostra que o trabalho começou bem, com bases sólidas”, sublinhou.

Num outro desenvolvimento a nossa fonte fez saber que o álbum lançado em 2025, conta com 11 faixas, e distingue-se por ter sido gravado ao vivo com banda, num processo que envolveu músicos experientes e estúdios de referência. O disco inclui uma participação especial da cantora Nonse, sendo esta a única colaboração do projecto, opção que, segundo o artista, visou preservar a sua identidade artística neste primeiro grande trabalho.

O nosso entrevistado considera que os resultados alcançados até agora reflectem o investimento feito na qualidade musical, na performance ao vivo e na consistência do projecto artístico.

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