KINANI transforma Maputo em epicentro da dança contemporânea africana
Foi realizada na última quinta-feira, 30 de outubro, na Estufa do Jardim Tunduru, em Maputo, a apresentação da Plataforma Internacional da Dança Contemporânea KINANI. O evento contou com a presença de várias personalidades do sector cultural, entre elas a Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, o Vereador da Educação, Cultura e Desporto, Osvaldo Faquir, e o Director do Centro Cultural Franco-Moçambicano, José Maria Queirós.
Na sua intervenção, Matilde Muocha destacou a relevância do KINANI para o fortalecimento da cultura moçambicana e garantiu que o Governo continuará a apoiar iniciativas que promovam o desenvolvimento artístico e o acesso à arte no país.
Durante esta edição, o KINANI irá apresentar uma programação diversa que inclui mais de 22 espectáculos com artistas e companhias provenientes do Brasil, Tanzânia, África do Sul, Portugal, Espanha, Noruega, Angola, entre outros países. O evento integra ainda uma Conferência Internacional sobre a indústria da dança, instalações que celebram os 20 anos da dança contemporânea em Moçambique, uma Cena Aberta e uma homenagem a Domingos Bié, figura incontornável do sector.
O Vereador Osvaldo Faquir expressou o desejo de ver o KINANI expandir-se para além da capital, alcançando outras províncias e valorizando ainda mais os espaços alternativos, algo que caracterizou as edições anteriores.
Uma das grandes particularidades deste ano é o destaque para o público internacional que se deslocará a Maputo exclusivamente para acompanhar o festival, contribuindo para o posicionamento da cidade como um destino de turismo cultural no continente africano.
Quito Tembe, Director da Plataforma, sublinhou que o crescimento do KINANI é resultado de persistência, visão e compromisso contínuo com os artistas. Destacou também os impactos transformadores da iniciativa, como a ascensão de criadores nacionais, sendo o caso notório do coreógrafo Ídio Chichava, hoje uma referência global da dança africana contemporânea.
Pela primeira vez, o festival contará com sete grandes estreias, sendo três de artistas moçambicanos e as restantes do continente africano, reforçando a ambição de tornar a bienal o principal mercado de arte contemporânea em África.
Com esta edição, o KINANI reafirma-se como uma das mais importantes iniciativas da dança contemporânea africana, promovendo encontros artísticos, novas linguagens e oportunidades para o sector cultural.
















