Festival “Cidade nas Mãos” celebra a arte e o pensamento crítico em Maputo

O Festival Cidade nas Mãos abre oficialmente hoje, terça-feira, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, com a performance da artista moçambicana Silke e um debate com três figuras de destaque da cena cultural moçambicana contemporânea: Álvaro Taruma (poeta), Ídio Chichava (bailarino e coreógrafo) e Maria Chale (artista visual).

Organizado pela Catalogus em parceria com a Embaixada da Espanha em Moçambique, o festival decorre de 21 a 24 de Outubro de 2024, e propõe-se a ser um espaço de encontro, celebração e pensamento crítico, através de arte, debates, concertos, conexões e livros. A diversidade de actividades reflete a cidade e o modo como nela habitamos, sonhamos e construímos o futuro.

A cerimónia de abertura contará com a presença dos organizadores, nomeadamente o escritor Mélio Tinga, director da Catalogus, e a Embaixadora da Espanha em Moçambique, Teresa Orjales Vidal, para além dos artistas e parceiros do evento.

Num contexto em que os desafios ambientais, sociais e urbanos se entrelaçam, o Cidade nas Mãos defende a arte como prática transformadora, capaz de humanizar, mobilizar e reencantar o espaço público.

O programa inclui performances multidisciplinares que cruzam poesia, narrativa, teatro, música e dança, além de exposições fotográficas, feira do livro e de arte, leituras públicas e rodas de conversa que convidam a olhar Maputo com novos olhos. Serão quatro dias de programação intensa e acessível, dirigida ao público em geral, com especial atenção à juventude, artistas, profissionais das indústrias criativas, estudantes e agentes culturais.

Depois da abertura no Camões, o festival segue, no dia 22 de Outubro, para o NtsindyaCentro Cultural Municipal, no bairro Xipamanine, com uma conversa sobre literatura e fotografia, que contará com a participação da fotógrafa Yassmin Forte e do escritor Jessemusse Cacinda. Às 17 horas, na Biblioteca Central da Universidade Pedagógica, realiza-se o debate “Uma cidade para todos”, com a antropóloga Maria Ângela Nyambihu, o arquitecto e escritor espanhol David Melar, o gestor cultural Quito Tembe e o actor e encenador Dadivo José.

Na quinta-feira, 23 de Outubro, às 17 horas, haverá um encontro de escritores e conversa com leitores à volta dos livros de Eusébio Sanjane, Lilly Maxwel, Nick do Rosário e David Melar. Às 18h30, será inaugurada a exposição fotográfica “Caminhos Urbanos”, de Ildefonso Colaço, com 18 imagens que reflectem as múltiplas formas e vivências da cidade.

O festival encerra na sexta-feira, 24 de Outubro, com o sarau cultural “Caminhos da Cidade”, reunindo poetas, actores, músicos e bailarinos num diálogo entre diferentes expressões artísticas.

Durante todos os dias do festival, estará presente uma “árvore de livros”, fruto de uma parceria entre a Catalogus e a Fundação Carlos Morgado, convidando o público a uma experiência de leitura em harmonia com a natureza. Paralelamente, uma feira do livro apresentará as novidades literárias moçambicanas.

Mais do que um evento, o Cidade nas Mãos é uma plataforma viva, onde a cultura se faz comunidade e os gestos artísticos se convertem em ferramentas para imaginar cidades mais sustentáveis, afectivas e inclusivas.

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