Radjha Ally celebra a cultura moçambicana no álbum “Niinee”

O cantor, compositor e intérprete moçambicano Radjha Ally lançou, na sexta-feira (17/10), o seu primeiro álbum de estúdio intitulado “Niinee”, disponível em todas as plataformas digitais nacionais e internacionais.
Natural de Muecate, na província de Nampula, o artista apresenta neste trabalho uma fusão entre ritmos africanos tradicionais e sonoridades contemporâneas, explorando temas como os laços humanos, a justiça social e a unidade nacional, numa homenagem simbólica aos 50 anos da independência de Moçambique.
O título “Niinee”, que em língua makua significa “Venham dançar”, reflete o espírito do álbum: uma celebração da vida e da cultura através da música. Com fortes influências do Tufu, ritmo tradicional do norte do país, o disco combina percussões intensas, coros femininos e arranjos modernos, resultando numa sonoridade afro e afro-jazz que convida à reflexão e à dança.
Um dos destaques é a música “Maama”, uma homenagem ao papel das mães na educação e formação dos filhos, com a participação especial da cantora maliana Mamani Keïta, ex-backing vocal de Salif Keita. A colaboração confere ao álbum uma dimensão pan-africana, reforçando o diálogo entre vozes e culturas do continente.
Produzido pela Khuzula Productions, com produção musical de Paulo Chibanga, direcção de Fernando Morte e mistura de Fabien Girard (França), o álbum conta ainda com distribuição pela Modigi e licença europeia da editora francesa Accords Croisés.
Com “Niinee”, Radjha Ally afirma-se como uma das vozes mais promissoras da nova geração de artistas moçambicanos, unindo tradição, modernidade e identidade africana num só compasso.






