Resistência, identidade e ancestralidade: Dih Morais dá voz à moda afrodiaspórica em Moçambique
A 9ª edição do Fancy Africa Week, realizada em Maputo, ganhou brilho especial com a apresentação da colecção “Quilombo Barro Preto”, do designer brasileiro Dih Morais. A proposta, marcada pela força da ancestralidade e pela resistência cultural, emocionou o público moçambicano ao traduzir, em tecidos e cortes, um legado que ultrapassa gerações.
Em entrevista à Moz Entretenimento, Dih explicou que a inspiração para a colecção veio da sua avó, figura central da sua vida e obra. “A maior motivação sempre foi a minha vó. Participar num evento em África é possibilitar contar a história dela no continente Mãe e fazer com que seja conhecida. É sobre legado”, destacou.
Para o criador, a moda afrodiaspórica é mais do que estilo: é expressão de identidade, empoderamento e conexão com a ancestralidade. A recepção calorosa em Maputo surpreendeu-o: “Parecia que já nos conhecíamos. Foi um reconhecimento ímpar”. Uma das pessoas disse: ‘A sua moda é mais africana que as próprias africanas’. Fiquei feliz.”
Ao projectar o futuro, Dih Morais sublinha o desejo de que a sua participação abra portas para novas oportunidades e conexões no universo fashion: “Espero que possamos cada vez mais nos reconhecer no outro.”
Com esta presença, o Fancy Africa Week reafirma-se como uma plataforma essencial para o diálogo criativo entre África e a diáspora, promovendo a valorização da moda como veículo de memória, resistência e identidade cultural.














