Trilhas Potiguares Internacional leva missão de 25 brasileiros a Inhambane para intercâmbio académico e comunitário

Foto: Itamar Nobre
A província de Inhambane acolheu, recentemente, a 2ª edição do programa Trilhas Potiguares na África, que trouxe a Moçambique 25 estudantes e professores brasileiros de diversas universidades, numa missão que combinou actividades académicas, culturais e comunitárias em Maxixe, cida de Inhambane (Inhambane Céu) e comunidades circunvizinhas.
Em entrevista à Moz Entretenimento, o Prof. Doutor Edvaldo Carvalho, Pró-Reitor Adjunto de Extensão Universitária e coordenador do programa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), avaliou positivamente a experiência, destacando a “interacção intensa e o processo de construção de conhecimento conjunto com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Universidade Save (UniSave) e a comunidade de Inhambane”.
O professor Itamar Nobre, também membro da missão, sublinhou que esta foi a segunda iniciativa do género em Moçambique, após a primeira realizada em 2017, que contou com 11 participantes. Desta vez, foram 25 brasileiros de várias áreas de conhecimento, o que enriqueceu a diversidade de actividades desenvolvidas. Entre as áreas representadas estiveram Geografia, Turismo, Políticas Públicas, Pedagogia, Nutrição, Direito, Medicina, Enfermagem, Ciências Sociais e Comunicação, entre outras. No total, foram realizadas 55 palestras e oficinas, beneficiando 3.300 pessoas de diferentes idades e perfis, incluindo crianças, jovens, professores, agricultores e empreendedores locais.

Segundo Itamar Nobre, o contacto directo com Moçambique representou “um ganho incalculável” para os estudantes brasileiros, muitos dos quais tiveram a oportunidade de conhecer de perto os desafios e as potencialidades do país.
O impacto também foi sentido no meio académico moçambicano, pois o professor Venâncio Chauque, da UniSave, afirmou que a missão proporcionou “um momento de conexão e partilha de experiências entre estudantes e docentes moçambicanos e brasileiros”.
Entre os participantes, a estudante brasileira Jakeline Romão, do curso de Pedagogia, destacou a experiência como transformadora: “Foi um conhecimento que levarei para toda a vida. No Brasil não tínhamos tanta noção da realidade africana” e, agora, os alunos voltam com uma nova visão. Em particular, ela espera transmitir o conhecimento adquirido nas escolas do Brasil, uma vez que está a se formar para ser professora.

Foto: Itamar Nobre
O Trilhas Potiguares Internacional Brasil/África é uma realização conjunta da UFRN (Pró-Reitoria de Extensão e Pró-Reitoria de Pós-Graduação), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da UniSave e da UEM, com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae/UFRN), da Secretaria de Relações Internacionais (SRI/UFRN) e da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec). Também participam a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e o Instituto Federal do Pará (IFPA).











