Será o amor uma droga ou a droga um amor?
“Amor”, enquanto verbo, sugere acção; como adjectivo, insinua uma qualidade. Mas o amor, com vodka, foi servido no 16NetO, temperado ao som profundo de uma guitarra-baixo que acompanhava os versos de Odjoh Molotov II.
Quatro letras, uma palavra: Amor.
“Amor e Outras Drogas”, assim se intitula a série poética de Odjoh Molotov II, que sobe agora ao palco do Centro Cultural Moçambicano-Alemão, no dia 19 de Junho, pelas 16 horas. Uma sessão que se propõe mergulhar no amor enquanto ferida e enquanto cura, enquanto bálsamo e enquanto tormenta, um espectáculo que disseca os altos e baixos das emoções humanas, com a ousadia de quem não teme os paradoxos.
Porque, no fim da jornada, regressaremos à terra. Desta vez, Molotov regressa com a mbira, instrumento ancestral que brota da natureza, para o acompanhar numa apresentação onde o amor será exposto em sua forma mais crua, bela e apodrecida. Nada será disfarçado. A poesia será partilhada com o rapper Katekisso e com o artista multidisciplinar Gersom Mbalango, numa noite onde a palavra será ritmo, ferida e cura.
Será com silêncio? Será com sal? Será com ausência? Ou talvez com memória?
Depois de diluir o amor em vodka na última sessão, com que substância fará o mix agora?
O bar de “Amor e Outras Drogas” será montado no CCMA, para que todos possam explorar o amor na sua essência infinita e paradoxal, no dia 19, às 16 horas.











