Moçambique ainda não alcançou seus objectivos em 50 anos de independência

Moçambique ainda está distante do sonho idealizado com a conquista da independência, em 1975. A avaliação é feita pelos economistas João Mosca e Thomas Selemane no livro “Do País Sonhado ao País Vivido: Moçambique 1975–2025”, lançado nesta quarta-feira, 16 de abril.

Segundo João Mosca, fatores como conflitos internos, má gestão e crises económicas travaram o desenvolvimento do país. “A política interna esteve quase sempre desajustada da nossa realidade, e a maioria do povo foi excluída das políticas nacionais de desenvolvimento”, disse.

Thomas Selemane, coautor da obra, alerta que a unidade nacional está em risco. “Os protestos recentes mostram que há muitos moçambicanos sem nada a perder. Isso representa um perigo para a continuidade do projeto de Moçambique como país”, afirmou, referindo-se aos cerca de 20 milhões de cidadãos fora do sistema económico formal, sem emprego, protecção social ou perspectivas de futuro.

De acordo com OPaís, apesar das dificuldades, os autores reconhecem avanços, como a formação de quadros em diversas áreas. O livro, com cerca de 80 páginas, aborda os principais marcos da história pós-independência e está disponível em plataformas digitais

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