Fredy Uamusse e Amarildo Rungo transformam brutalidade policial em arte e denúncia social

Na última quarta-feira, 15 de janeiro, um vídeo que expôs a brutalidade policial chocou Moçambique e tornou-se viral nas redes sociais. As imagens mostram Venilda Fernando Mondlane, uma cidadã moçambicana, a ser agredida por dois agentes da polícia (um utilizando bofetadas e outro um chamboco) durante o evento de investidura do Presidente da República, Daniel Chapo, na cidade de Maputo.

A divulgação do vídeo gerou uma onda de indignação pública, alimentando debates nas redes sociais e ganhando espaço em diversos órgãos de comunicação nacionais e internacionais. Em resposta a este episódio de violência, os artistas Fredy Uamusse e Amarildo Rungo decidiram retratar a situação em obras de arte.

Fredy Uamusse escolheu reproduzir fielmente, em forma de desenho, a cena capturada no vídeo viral, destacando a brutalidade do momento. Por sua vez, Amarildo Rungo optou por uma abordagem satírica, retratando Venilda Fernando Mondlane e o político Venâncio Mondlane a revidarem contra um dos policiais envolvidos no incidente.

A repercussão das imagens de violência também mobilizou a sociedade civil, sensibilizada com a situação de Venilda Mondlane. Movimentos espontâneos de solidariedade têm levado doações à vítima, com números das suas carteiras móveis (M-Pesa e E-Mola) amplamente compartilhados nas redes sociais para quem deseja ajudar.

Este episódio levanta novamente questões sobre o uso excessivo da força por parte da polícia em Moçambique ao mesmo tempo que destaca o poder da arte como forma de protesto e expressão social. As obras de Fredy Uamusse e Amarildo Rungo não apenas documentam a violência, mas também servem como um apelo à justiça e à humanidade.

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