“A polícia que deveria nos proteger é a mesma que nos mat@”, diz Hélio Beatz

O dia de ontem, 15 de janeiro, esteve reservado para a tomada de posse de Daniel Chapo como presidente da República de Moçambique, a cidade de Maputo esteve completamente bloqueada, embora a cerimónia da investidura estivesse aberta para o público. Muitas pessoas tentaram ir assistir Chapo, mas por outro lado, a Polícia da República de Moçambique fez de tudo para evitar a entrada da maioria.

Era para ser um dia normal, mas acabou por ser um dia marcado por mortes e bloqueio das estradas. Só no dia de ontem, de acordo com a capa do jornal Canal de Moçambique, 8 pessoas foram assassinadas. Na Avenida 25 de Setembro, houve um caso que chamou a atenção de todos e ao mesmo tempo chocou. Dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida UIR, agrediram uma mulher desarmada e um dos agentes levou o dinheiro dela que havia caído no chão. A situação foi assunto de debate no programa da TV Sucesso, onde um comentador até disse que Daniel Chapo tem 5 anos para salvar ou deixar afundar o partido FRELIMO, pois cada vez que os dias passam, a tendência das coisas é de piorar.

No mesmo dia de ontem, os agentes da PRM, mataram um jovem na zona do músico e compositor moçambicano Hélio Beatz. A acção macabra da PRM fez com que o filho mais novo do Pandza escrevesse a seguinte mensagem no seu Instagram: “A polícia que deveria nos proteger é a mesma que nos mata! Quem são eles, nossos irmãos, vizinhos, amigos, primos, tios, sobrinhos. Vivem entre nós, compartilham a vida connosco, mas ao vestir o uniforme, esquecem que somos um só povo. Quando estão mascarados tornam-se nossos carrascos“.

Na mesma rede social, Hélio Beatz publicou que: “Tenho vergonha do meu país! Tenho vergonha alheia de jovens cúmplices de tantas mortes e hoje estão a comemorar, sem carácter“.