Idio Chichava eleva Moçambique com maior prémio de dança contemporânea
Texto – Marlene Inguane
Idio Chichava, coreógrafo, bailarino e professor moçambicano, elevou a bandeira de Moçambique no cenário global ao conquistar o Salavisa European Dance Award (SEDA), o mais importante prémio da dança contemporânea. A cerimónia de premiação ocorreu no dia 27 de Novembro de 2024, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reunindo uma plateia de artistas, especialistas e admiradores da arte da dança.
Actualmente director artístico da Converge +, Chichava é reconhecido pelo seu trabalho criativo, que inclui obras importantes como: Vericidade, Xithukulumukumba, Xiquelene, Inkino, Intolerância, Sentido Único e Caos do Fatinho Amarelo.
De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Moz Entretenimento, A sua jornada artística teve início na Culturarte, a primeira companhia de dança contemporânea de Moçambique, onde colaborou com nomes como: Panaibra Gabriel, Horácio Macuácua, Cristina Moura, Thomas Hauert e David Zambrano.
Chichava também se formou e actuou na França com a companhia Kubilai Khan Investigations, desde 2005. Além de leccionar dança e realizar workshops em diversos países, encontra-se actualmente em formação para o Diploma Estatal Francês de Dança Contemporânea, além de contribuir com importantes projectos de Moçambique, como a Semana da Dança e o KINANI Multidisciplinar.
Durante a cerimónia, Chichava expressou a sua gratidão pelo reconhecimento, destacando a importância da arte como força transformadora.
“Este prémio é mais do que uma celebração de conquistas individuais, ele é uma plataforma que reafirma o valor da arte como uma força essencial para a humanidade”, afirmou, destacando os desafios enfrentados pelos artistas moçambicanos e a necessidade da liberdade criativa.
O prémio, no valor de 150.000 euros, não só celebra a sua carreira, mas também sublinha o poder da arte como resistência e transformação social, especialmente num momento em que a liberdade de expressão tem sido frequentemente silenciada, particularmente no contexto social e político de Moçambique.
Fotografia – Beatrice Borgers






