Clemente Carlos defende manifestações pacíficas e condena actos de violência

O jornalista e apresentador Clemente Carlos, um apoiador do político Venâncio Mondlane, usou as redes sociais neste domingo, 17 de novembro, para expressar a sua posição diante dos episódios de violência registados durante as manifestações, principalmente nos últimos dias em que as pessoa queimam, fecham estradas à noite e atacam dos condutores. 

Em uma série de publicações, Clemente Carlos reiterou o  seu apoio às manifestações pacíficas, mas condenou veementemente acções de vandalismo, apedrejamento de carros e imposição de cobranças em vias públicas. “Estamos numa manifestação pacífica ou não? A ideia é bater panela ou bater carros?” questionou. O jornalista destacou a incoerência de prejudicar o próprio povo como forma de luta, alertando para o impacto negativo dessas práticas, como impedir a passagem de ambulâncias ou veículos de médicos em serviço.  

Os ataques têm sido relatados nas redes sociais e incluem o caso do DJ Nuno Barbosa, que contou que teve o seu carro apedrejado enquanto transitava, sendo salvo pelos vidros fechados. Por sua vez, a influenciadora Mana Cecy também foi alvo de violência semelhante e fez um apelo directo a Venâncio Mondlane para que oriente os seus apoiantes a manifestarem-se de forma pacífica e responsável.  

Clemente Carlos também lamentou que a violência esteja desvirtuando o propósito original das manifestações, que deveriam ser um apelo legítimo pela reposição da verdade eleitoral. “Tanto a bala no peito como a pedra no carro são potencialmente fatais“, alertou dizendo ainda que, embora a repressão policial seja condenável, os actos de violência apenas alimentam um ciclo perigoso.  

Respondendo a críticas de que estaria sendo pago pela FRELIMO pela sua postura crítica aos actos de vandalismo, Clemente foi categórico: “Sempre fui a favor de movimentos pacíficos e tolerância. Quem acha que fui pago pelo regime, então isso mostra que verdadeiramente não me conhece”, disse o apresentador e encerrou o seu posicionamento com um apelo por unidade e moderação: “Se a marcha é pacífica, sejamos nós também pacíficos, pois violência gera violência. Estamos a lutar por mudanças, mas precisamos preservar a dignidade e o propósito maior da nossa causa.”  

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