“Em Moz, temos infiltrados que trabalham para artistas angolanos” – Gasso 

O artista moçambicano Gasso Franco participou, recentemente, no podcast Batata Quente, apresentado por Miro Vemba e Scaitt Borrabeu, onde falou sobre a sua carreira e partilhou a sua visão sobre temas ligados à música e à cultura de Moçambique.

Durante o episódio, os apresentadores abriram espaço para perguntas do público, incluindo uma questão sobre os motivos para a fraca distribuição da música moçambicana em Angola. Por sua vez, Gasso Franco explicou que uma das razões para essa disparidade é a falta de iniciativa dos artistas moçambicanos em se deslocarem para promover o seu trabalho em Angola por conta própria. O artista mencionou como exemplo o cantor Twenty Fingers, que, recentemente, viajou a Angola para divulgar a sua música em programas televisivos locais.

Gasso, que está actualmente em Portugal, também comentou que, no auge do sucesso da sua música intitulada “Vai dar namoro” em Angola, considerou ir ao país para promover o seu trabalho, mas acabou por concentrar-se na Europa. 

Além disso, Gasso destacou que, enquanto Angola conta com pessoas “infiltradas” em Moçambique que promovem a música angolana, Moçambique não possui pessoas em Angola para desempenhar um papel semelhante.

Em Moçambique, temos gajos infiltrados que trabalham para angolanos, mas em Angola não temos infiltrados que trabalham para moçambicanos. Não temos um promotor que vende a música moçambicana em Angola,” afirmou Gasso, lamentando a falta de profissionais que pudessem influenciar grandes promotores de eventos angolanos a convidarem artistas moçambicanos para shows, assim como ocorre em Moçambique.

De maneira geral, Gasso Franco concluiu que falta mais determinação por parte dos artistas moçambicanos e a coragem de irem onde a sua música está a tocar, sem esperar convites.

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