Stewart Sukuma: Sempre consciente e atento às Dores do Povo Moçambicano
Com mais de 40 anos de carreira, o músico Stewart Sukuma sempre esteve profundamente ligado às questões que inquietam o povo moçambicano, seja através da sua arte ou do seu activismo. O “Divo”, como é carinhosamente chamado, tem conseguido cativar ainda mais o público nos últimos tempos com as suas acções corajosas e o seu compromisso com a verdade.
Em 2023, durante as cerimónias fúnebres do rapper Azagaia, Stewart Sukuma destacou-se como um dos poucos artistas a marcar presença e demonstrar solidariedade, erguendo a voz ao lado dos fãs com o grito de “Povo no Poder”. Pouco tempo depois, durante uma marcha em homenagem ao rapper, a Polícia da República de Moçambique (PRM) respondeu com brutalidade, lançando gás lacrimogéneo e causando danos físicos e materiais. Sukuma, diferentemente de muitos artistas, principalmente músicos, e influenciadores que optaram pelo silêncio, repudiou a actuação da PRM, posicionando-se firmemente quando outros preferiram manter-se à margem. Enquanto alguns perdiam seguidores e enfrentavam críticas, Sukuma conquistava ainda mais simpatia e apoio do público.
Mais uma vez do lado do povo. Obrigado, nosso divo
No contexto das eleições presidenciais, Stewart utilizou novamente as suas redes sociais como plataforma de mobilização, incentivando os cidadãos a recensear-se para exercerem o seu direito de voto. No dia 9 de Outubro, comentou activamente sobre os acontecimentos eleitorais, desde a cobertura jornalística até às polémicas que se seguiram. Mais uma vez, quando muitos artistas e influenciadores mantinham-se em silêncio, Sukuma foi uma voz presente.
A situação agravou-se quando o advogado Elvino Dias e o cineasta Paulo Guambe, ambos membros do PODEMOS, foram assassinados num momento delicado em que o partido e o seu candidato, Venâncio Mondlane, preparavam um recurso contra os resultados preliminares e organizavam uma greve para o dia 21 de Outubro. Novamente, a resposta da PRM foi marcada pela violência contra o povo, e, mais uma vez, a maioria dos artistas e influenciadores permaneceu calada.
Stewart Sukuma, no entanto, manteve-se ao lado dos moçambicanos, demonstrando empatia e solidariedade num momento em que muitos hesitavam. Muitos artistas e influenciadores apenas começaram a reagir depois de uma pressão do público.
Isso levou a uma reflexão: por que razão tantos artistas e influenciadores escolheram o silêncio? Será que não sentem a dor dos seus seguidores? Como seria Moçambique se houvesse mais figuras como Sukuma, dispostas a enfrentar os desafios e a lutar pelo povo?







