Dji Tafinha dá a sua opinião sobre a presença constante dos angolanos em Moz
O artista angolano, Dji Tafinha, participou, recentemente, no Vinyl Podcast, apresentado por João da Diamantina, onde falou sobre a sua carreira e a sua relação com os moçambicanos.
Ao longo do podcast, João da Diamantina pediu ao Dji Tafinha para comentar sobre o facto dos artistas angolanos virem muito fazer shows em Moçambique, enquanto que o mesmo não acontece com os artistas moçambicanos em Angola.
Para começar, Tafinha disse que não é apologista da comparação, pois cada nação tem sua particularidade. Entretanto, artista admitiu que quem é de fora sempre é visto como o melhor, isso é um hábito do ser humano: “O jardim do meu vizinho vai dar a sensação de que é melhor do que o meu…na minha casa, os meus filhos vão admirar mais o artista x, a Forca Suprema, por exemplo…é possível que na casa do NGA, eles apreciem mais o Dji Tafinha porque o NGA e pai deles e eles veem a ele todos os dias.” – exemplificou.
Dji Tafinha frisou que realmente existe a debilidade de se valorizar os nossos como deve ser, principalmente os que estamos em constante contacto com eles, por que vemos as suas imperfeições que nos fazem olharmos os mesmos com menos brilho.
“Logo, é normal vocês em Moçambique, por terem esse contacto com os vossos artistas, tenham a mesma dificuldade em valorizar as vossas figuras públicas como deve ser, como eles merecem, porque vocês têm esse contacto com eles todos os dias. Vocês não têm esse contacto connosco (angolanos), vocês são um país vizinho” – argumentou dizendo ainda que o mesmo é o que acontece com artistas moçambicanos quando vão para Angola.
Para Dji Tafinha, a única coisa que não tem estado a acontecer muito em Moçambique é maior investimento para a sequência de produção, pois em Angola os artistas estão sempre a lançar álbuns, inventar concertos e em constante movimento, o que gera crescimento. Para finalizar, o artista disse que isso deve ser feito de forma constante e em algum momento isso irá resultar, tal como aconteceu com eles quando a música cabo-verdiana dominava Angola.







