“Canto em Changana porque, quando estão aqui, eles cantam em inglês…”, diz António Marcos

O músico e compositor moçambicano António Marcos, que celebra este ano 55 anos de carreira, foi entrevistado, hoje (30/07), pelo programa Batidas. Durante a conversa, Marcos revelou que, nos tempos longínquos, a censura nas músicas moçambicanas era intensa e que não era fácil para um artista de Marrabenta subir ao palco. No entanto, a sua música, rica em mensagens, conseguiu romper as barreiras nacionais e internacionais, uma trajetória que ele nunca imaginou alcançar.

As músicas de António Marcos tiveram um impacto tão importante em Moçambique que este viajou para actuar em diversos países, incluindo Suíça, Espanha, França, Etiópia, Polônia, Eslováquia, Inglaterra, Áustria, Itália, Alemanha e Holanda, pois “a música não tem fronteiras”.

“A música não tem país, a música não tem fronteira. Eu canto em Changana lá, porque eles, quando estão aqui em Moçambique, cantam em inglês, francês ou português, e eu canto em Changana. O importante é a comunicação rítmica, e é isso que faz com que as pessoas dancem”, comentou António Marcos.

Com 55 anos de carreira, Marcos disse que é difícil saber quantas músicas e álbuns já gravou, pois muitas músicas estão arquivadas e grava desde os tempos da cassete, disco de vinil e CD até os dias actuais. 

Questionado se ainda continua a cantar, António Marcos explicou que parece ter nascido para isso, pois, até hoje, continua a cantar e gravar, com a juventude acompanhando a sua carreira.