“Não se pode culpar os artistas moçambicanos por fazerem ritmos estrangeiros” – Humberto Luís
Humberto Luís, Músico e compositor moçambicano comentou hoje no Facebook, na página do Moz Entretenimento, uma publicação que dava conta do pronunciamento do cantor Calisto Ferreira segundo o qual: “Nenhum artista moçambicano pode competir com Matias Damásio artisticamente”.
Na sequência, houve várias reações de internautas, onde Luís decidiu comentar por cima de um comentário, e disse: “Concordo plenamente com o teu comentário, de facto num género musical originalmente moçambicano somos inalcançáveis, não haveria esse tipo de comparações embora, é facto que existem muitos fazedores do gênero passada, moçambicanos, que fazem-na e muito bem feita a ponto de dar Tchaya aos criadores“. Começou.
Na sua abordagem, o “homem maduro” lançou a sua maturidade e continuou nos seguintes termos:
“Não se pode culpar os cantores moçambicanos por na sua maioria fazerem géneros musicais que não sejam genuinamente moçambicanos pois, o músico é também consumidor logo, é de praxis que faça o que mais se consome.“
Luís, vais mais longe e questiona aos moçambicanos o porque é que Moçambique é o único país do mundo aonde a música estrangeira é a que mais se consome comparativamente a música da terra ou pelo menos a feira por moçambicanos?
O debate surge num contexto em que o país consome muita música estrangeira, tais como Zouk, Kizomba, Amapiano, entre outros estilos, sendo esses os que mais se destacam, pois não só passa nas rádios e televisões, mas também nos eventos são convidados músicos de outras latitudes para a pérola do indico.










