“Poucos artistas nacionais podem competir com Matias Damásio” – diz Calisto Ferreira

Depois de um período afastado da media, o músico moçambicano Calisto Ferreira, conhecido pelos seus sucessos, participou, nesta quarta-feira (24/07), no programa Batidas, na TV Sucesso.

Durante uma conversa com Aires Cossa, Ferreira, mestre do género musical Zouk, afirmou que, apesar de ter ficado seis anos fora da música, recebeu bastante apoio do público. Após lançar “Minha Preta” e “Meu Cunhado” durante a pandemia, foi muito solicitado para se apresentar em eventos.

Calisto Ferreira comentou também que se os artistas moçambicanos fizerem o mínimo do que os angolanos fazem, com o apoio do público, eles cresceriam muito, porque, actualmente, em Moçambique, a cultura não é tão valorizada. Ferreira defende que no país não há apoio suficiente aos artistas nacionais.

Ainda sobre a música, Ferreira disse que os artistas moçambicanos devem ter a capacidade de transformar ritmos tradicionais em música moderna, assim como os angolanos fizeram com as músicas das antigas, criando o Kizomba e o Semba. Além disso, Ferreira comentou que, hoje em dia, poucos artistas podem competir com Matias Damásio, porque os músicos moçambicanos escrevem pouco e criam mais polémicas. Ferreira observou que muitos artistas parecem estar fazendo teatro e vendem suas músicas com palavrões.

Calisto Ferreira finalizou a entrevista afirmando que em Moçambique há poucos criadores de música e a maioria dos artistas fazem as mesmas coisas.