“Marrabenta a construtora do Luju Festival” – Iz Dimande
Enquanto se perguntam: quem são os stakeholder, desenvolvedores e criativos de Moçambique, para servir os grandes eventos gloriosos, aqueles de ribalta, com luzes de diversas cores, um som de percepção audível, o palco gigante como o elefante Madala, (da Paula Ferro, com uma emocionante história deste em tamanho real feito de materiais reciclados de caça furtiva e coberto com uma bela pele tricotada em lã, que simboliza a luta contra a caça furtiva e a importância da conservação da vida (in: FRANCO)).
Porque analogia ao elefante Madala? Para quem visita(ou) o Standard Bank Luju Festival, encontra a dicotomia, do que informar. Estes festivais (Luju/Bushfire) atraem o mundo, lucram milhões de lilanguén, rands, dolares, meticais, euros.
Depositados em uma única conta, saem na moeda desejada pela House on Fire (pty) Lda, proprietária dos eventos acima. Hoje, na sua 6ª edição para agosto, os festivais contam com apoio externo de diversas marcas de renome internacional, com apoio do seu governo, até a União Europeia (que se tem fartado de apoiar-nos com sucesso e nunca chegamos a justificar o uso correcto do fundo, obrigando a um retrocesso geral.
De onde a nova geração de gestores de eventos culturais “choram”, artistas perdem esperanças, escritores usam as folhas com os textos como rascunho nas casas de banho, activistas culturais, vendem mobiliários seus para levar o teatro as comunidades, sinistras desligaram as câmeras e tornaram-se memeiros das redes sociais, filmando com Samsung, filmes de curta-metragem, simplesmente porque o Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural, fundou-se as festas dos camaradas.
A caixa 2 do Ministério.) “Mataram-nos” como tentaram vários furtivos com o elefante, mataram fazedores e críticos culturais, e só sobrevive a Marrabenta Special Events&Tecnology Lda no cenário actual. Uma empresa jovem, que iniciou (o seu gerente) a anos na produção de pequenos eventos, crescendo com o tempo e saindo de Maputo ao centro, ao norte.
Tropeçando com as dificuldades da via da EN, solicitando socorro para rebocar caminhões com mais de 40 toneladas de carga (colunas, luzes, mesas de som, aparelhagens top de gama, cabos de diversas dimensões, etc) e ali, Paulo Sithoe aka Litos na aflição de espera, no frio da mata, na alimentação racional, esperando pelo dono do evento em socorro, viu o sol nascente. Balbuciou os cabelos longos e foi a arena. Vendeu seus serviços com a concorrência sul-africana e suazi.
Enfrentou todos os dialectos incautos ao seu desenvolvimento e venceu. Calou-se no cepticismo esperando dos confrades gratidões, elogios, uma palmada nas costas. Todos, até os da trincheira, calaram-se na mudez do ciúme. Ou calaram na vã clareza que ia cair.
Mas não, chegou-me o documento comprovativo que coloca esta empresa como a produtora, construtora dos palcos, como responsável pelo som, pelas luzes, com sua equipa técnica saída de Maputo (dando emprego temporário a mais de 30 jovens de diversos cursos ou saberes quotidianos), pelo design. Sim, a Marrabenta Special Events e Tecnologia, produz o Festival Marrabenta ( esta forma de música-dança típica de Moçambique, derivado da palavra portuguesa: “rebentar”) já na sua 17ª edição anual, a Marrabenta é detentora da montagem e execução de todo o Standard Bank Food Lifestyle Festival e disso não podemos nos calaram. É assunto, rebentou a escala nacional e coloca a nossa produção cultural em alta, desperta nos que adoram contratar sul-africanos o paradoxo.
Hoje, amanhã, esta empresa estará na bolsa, os atentos acompanham, um dia vão comprar acções, vão injectar dinheiro e Lito, tornar-se-á no circuito IGODA ( os melhores festivais de música na África Austral e o primeiro circuito de digressão no continente africano), o gerente de sons e palcos, fruto do seu networking e perseverança.










