Madala, o Elefante da Esperança, chega a Maputo para uma exposição no Franco

Depois de ter deixado a Reserva Especial do Niassa, a maior área protegida de Moçambique e um dos últimos bastiões da vida selvagem na África Austral, Madala, o elefante em tamanho real feito de lã e de ferro, instala-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na cidade de Maputo, onde estará em exposição de 3 de Julho a 3 de Outubro de 2024.

Segundo a nota de imprensa enviada à Moz Entretenimento, a história de Madala começou quando Paula Ferro, bióloga, e Derek Littleton, director da Fundação Lugenda e da concessão Luwire, ambos profundamente envolvidos na protecção da Reserva Especial do Niassa, decidiram pôr os seus talentos artísticos ao serviço de um projecto tão ambicioso quanto significativo: a construção de uma obra de arte monumental. 

  • Uma obra de arte para mostrar o que está em jogo na luta contra a caça furtiva e para sensibilizar homens e mulheres para a importância da proteção dos ecossistemas e dos grandes animais selvagens;
  • Uma obra de arte capaz de mobilizar os homens e as mulheres da reserva e de lhes permitir adquirir novas competências e oportunidades alternativas de rendimento; 
  • Uma obra de arte capaz de voltar a ligar a arte à proteção do ambiente.

Em 2023, em parceria com o escultor francês, Jules Pennel, e com a ajuda de mais de 50 membros das comunidades locais, deram vida a Madala, um elefante em tamanho real.

  • Um elefante construído com materiais de caça furtiva reciclados para desviar as armadilhas de aço e corda do seu projeto mortal; 
  • Um elefante coberto por uma pele multicolorida, tricotada com lã, para contar a história da resiliência das mulheres que o fabricaram e da diversidade de um mundo natural luxuriante.
  • Um elefante nascido do trabalho de homens e mulheres para mudar o imaginário popular e reconciliar o homem e a vida selvagem. 

Madala é uma criação colectiva, possível graças à participação de mais de 40 artistas moçambicanos e internacionais e ao apoio das comunidades locais, de antigos caçadores furtivos reconvertidos, de numerosos guardas florestais, dos anjos da guarda da fauna e da natureza africanas e das mulheres do projeto Yao Crochet. Todos juntámo-nos para criar esta majestosa escultura, que tem como objectivo transmitir a importância e a imensidão da Reserva do Niassa, recordar um passado sombrio e também reconhecer os esforços feitos na luta contra a caça furtiva. Mas acima de tudo, a nossa ambição é trazer esperança a todos os homens e mulheres que vivem na reserva. Ao dar vida a este elefante em tamanho real, o nosso sonho é ligar a arte à protecção do ambiente!” – dizem Paula Ferro e Derek Littleto.

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