Novos apresentadores devem deixar de imitar Fred Jossias e buscarem novas formas de fazer TV
Quem acompanha a televisão há muito tempo sabe que o entretenimento televisivo vai além de polémicas e “beefs”. Um exemplo disso foi o programa “Music Box”, apresentado por Celso Domingos na STV, que depois ficou no comando do Emerson Miranda. Este programa trazia artistas para falarem das suas vidas profissionais e foi pioneiro ao promover freestyles, debates e a trazer conteúdos positivos, sem denegrir colegas.
Outro programa que se destacou foi o “Cocktail”, apresentado por Denny Ripanga na Televisão de Moçambique (TVM). Este sempre dedicou-se a proporcionar conteúdo de valor para a vida dos moçambicanos.
“Moçambique em Concerto” é outro exemplo de sucesso, destacando-se por envolver pessoas anónimas e viajar para gravar nas províncias, alegrar o povo e realizar sonhos, o que fez do programa de Gabriel Júnior um verdadeiro sucesso de audiência até hoje.
Fred Jossias, por sua vez, destacou-se pelos “beefs”. Embora o seu programa tenha sido popular, ele também demonstrou os limites desse formato, enfrentou problemas legais e pessoais, como processos e perda de amizades. Em 2014, Jossias revelou à revista NICE que os “beefs” custaram-lhe muitos amigos, mas ele continuou nesse estilo.
Com o crescimento do país e o aumento do número de canais de televisão, Fred Jossias inspirou muitos jovens apresentadores. Contudo, esses novos profissionais devem buscar suas próprias identidades e formas de fazer TV. O entretenimento televisivo oferece muitas variedades além dos “beefs”.
Imitar não contribui para o crescimento profissional. Além disso, empresas preferem patrocinar programas que agregam valores em vez de aqueles que comprometem a integridade das pessoas. Muitos não sabem fazer “beefs” com a mesma habilidade de Jossias, que investiga e apresenta provas ao público.
Para se tornarem bons profissionais, os novos apresentadores devem oferecer bons conteúdos, como promover novos talentos, música, e entrevistar artistas veteranos que desapareceram da media. Na televisão moçambicana, não há espaço para programas que valorizem os artistas da velha guarda e os novos devem trazer um conteúdo diverso e enriquecedor.
Aliás, para melhorar a forma de fazer televisão, os apresentadores mais novos devem ter a cultura de assistir o que apresentadores de fora, tais como Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, África do Sul entre outros países e poderão ver que entretenimento tem várias formas de ser feito.










